Depois do projeto com os Zero 7, que atuaram na Zambujeira em 2006, Sia dedicou-se a inteiramente à carreira a solo. Com 40 anos, a cantora é descrita pelo jornal The New York Times como uma fábrica de fazer êxitos, por causa das músicas que já escreveu para outros artistas, como Rihanna, Beyoncé, Britney Spears e David Guetta.

A cantora lançou o primeiro álbum "Only See" em 1997, ainda na Austrália, depois da rutura dos Crip, grupo do qual fazia parte. Pouco depois mudou-se para Londres, entrou nos Zero7 e, na volta do milénio, lançou o segundo disco, "Healing is difficult", seguindo-se, em 2004, "Colour the small one".

Foi deste álbum que saiu possivelmente o primeiro grande êxito de Sia, “Breathe me”, utilizado no final da série televisiva “Sete palmos de terra”, e que só nos Estados Unidos vendeu mais de 1,2 milhões de cópias.

A fama da cantora foi proporcional à aversão à exposição pública e a uma defesa da vida privada, marcada por problemas de saúde, de dependências e de uma tentativa de suicídio. Mais recentemente, as aparições - e atuações - públicas de Sia fazem-se sem se vislumbrar o rosto, quase sempre debaixo de uma máscara ou de uma farta cabeleira.

Em Outubro de 2013, Sia escreveu um manifesto contra a fama. No texto publicado na revista Billboard, a cantora de "Chandelier" sublinha que nunca vai "casar" com a fama.

No manifesto, a artista compara o "ser famoso" com uma sogra que critica tudo em todos os momentos, referindo que conhece bem essa realidade. "Eu trabalhei com muita gente famosa e vi muitas coisas que não quero na minha vida", conta.

Já antes de escrever o manifesto, aquando do lançamento a canção "She Wolf" (colaboração de Sia com David Guetta), a cantora explicou no Twitter o motivo de não aparecer nos vídeos da música. "Eu não apareço nos vídeos porque eu quero ficar longe os olhares do público, tanto quanto possível. Eu quero e gosto de ser apenas uma voz", frisou.

Apesar da cara de Sia ser conhecida pelo público, a voz é que se destaca. Keith Caulfield, editor da Billboard, defende que "as pessoas quando pensam na Sia, pensam numa peruca loira e numa canção".

Sia estreia-se em Portugal no dia 6 de agosto, no MEO Sudoeste.  James Morrison, Wiz Khalifa, Martin Garrix e Steve Angello também vão passar pela Herdade da Casa Branca entre os dias 3 e 7 de agosto. Os bilhetes diários estão à venda por 48 euros, enquanto o passe geral custa 95 euros.

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