“Com uma reinvenção e adaptação constantes a esta nova fase de pandemia mundial, o Teatro Experimental de Cascais estreia a sua segunda produção em menos de um mês, desta feita com uma proposta num palco diferente, para um programa de fim de tarde de verão em total segurança e ao ar livre”, refere a companhia num comunicado hoje divulgado.

O Teatro Experimental de Cascais leva a cena “uma das peças mais controversas de Tennessee Williams, não só pela estética do seu texto cénico, como também devido à critica nele implícita à ideologia dominante do imperialismo”, com encenação de Carlos Avilez e versão e dramaturgia de Graça P. Corrêa.

Nesta produção, refere a companhia, é usada como versão base “a segunda do dramaturgo, publicada em 1953 (‘Camino Real’ havia tido uma primeira composição em 1946), em que os elementos ficcionais do primeiro texto surgiram mais completos e encorajados”.

Do elenco fazem parte Francisco Monteiro Lopes, João Pecegueiro, Leando Paulín, Luiz Rizo, Renato Pino, Rodrigo Cachucho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real e 40 alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais, 33 dos quais finalistas.

Recomendada para maiores de 12, “Camino Real” estará em cena de terça-feira a domingo às 18:00, até 20 de agosto, no anfiteatro do Parque Marechal Carmona.

“Uma espécie de fantasia cósmica”, como a descreveu o New York Times, em 1953, “Camino Real” passa-se numa cidade rodeada de deserto onde convivem personagens como Dom Quixote, Sancho Panza, Lord Byron, entre muitos outros.

A peça está a ser adaptada ao cinema pelo ator e realizador norte-americano Ethan Hawke, que disse à Variety, este ano, estar “obcecado com o texto há anos”.

“É parte ‘opera rock’, parte ‘À Espera de Godot’”, afirmou Hawke, em janeiro.

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