"Harry Potter and the Cursed Child", que prolongou a história da saga "Harry Potter" de J.K. Rowling, ganhou seis prémios Tony, incluindo o de Melhor Peça, na noite de homenagem aos melhores espectáculos de teatro nos EUA.

A cerimónia realizou-se no domingo à noite no Radio City Music Hall, em Nova Iorque.

"The Band’s Visit" foi o grande vencedor, com 10 prémios, incluindo o de Melhor Musical e para os atores Tony Shalhoub (conhecido pela série "Monk"), Katrina Lenk e Itamar Moses (este último como secundário. Trata-se de uma adaptação do filme "A Visita da Banda" (2007), de Eran Kolirin, sobre uma banda de música egípcia que vai parar por engano a uma isolada aldeia no deserto de Israel, onde tem um encontro inesperado com várias nacionalidades, religiões e culturas.

O triunfo do musical era algo inimaginável no início da temporada, mas o grande sucesso de críticas, a popularidade crescente, o seu tema e a mensagem política deixaram a produção numa posição ideal para os Tony Awards.

Uma nova versão de "Anjos na América", de Tony Kushner, ganhou na respetiva categoria e ainda pelas interpretações dos atores Andrew Garfield e Nathan Lane.

Com 82 anos e 30 após o último prémio e uma pausa na carreira para se dedicar à política, Glenda Jackson foi considerada a melhor atriz dramática por "Edward Albee’s Three Tall Women", que também valeu um prémio secundário à colega Laurie Metcalf (da série "Rosanne").

Uma atuação de "Seasons of Love", do musical "Rent", pelos estudantes da escola de Parkland, na Flórida, que sobreviveram ao massacre a 14 de fevereiro, foi um momento comovente da cerimónia que deixou as estrelas de pé.

A polémica ficou por conta de Robert De Niro, um feroz opositor do atual presidente norte-americano.

Antes de apresentar uma atuação de Bruce Springsteen (que recebeu um prémio especial por um espetáculo na Broadway) e assim que entrou em palco começou com "Vou dizer uma coisa: o Trump que se f***"".

O lendário ator levantou a seguir os braços em desafio ao mesmo tempo que o público o aplaudia e se colocou de pé."Já não é abaixo o Trump. É o Trump que se f***", acrescentou, o que foi recebido ainda com mais entusiasmo.

A estação CBS, que estava a transmitir o evento "ao vivo" com um "delay" de alguns segundos, censurou os palavrões, ao contrário do que aconteceu com a retransmissão na televisão australiana.

De Niro apelou ao voto nas eleições para o Congresso em novembro e elogiou Springsteen pelo seu ativismo político.

Esta não foi a primeira vez que atacou Trump. Em 2016, quando este era o candidato, chamou-lhe "descaradamente burro", "totalmente maluco" e um "idiota".

Em resposta à declaração de Trump sobre como lidar com os manifestantes num dos seus comícios, De Niro comentou: "Ele quer dar um soco na cara do povo? Gostaria de esmurrá-lo na cara!".

Em 2017, num discurso na Brown University, já descreveu o governo Trump como uma "comédia trágica, idiota".

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