De acordo com o agenciamento de Rão Kyao, num comunicado enviado à agência Lusa, o músico e compositor apresentará o recital “Um português homenageia Gandhi”, em quinteto, em Goa, no dia 9 de fevereiro, no Festival do Monte, a convite da Fundação Oriente.

Dois dias depois, 11 de Fevereiro, Rão Kyao “apresenta-se no India Habitat Centre, em Nova Deli, por ocasião da visita de estado do Presidente de Portugal [Marcelo Rebelo de Sousa] à Índia”.

No âmbito das celebrações dos 150 anos do nascimento do ativista e pacifista indiano Mahatma Gandhi, assinalados a 2 de outubro do ano passado, “o Ministério das Relações Exteriores (MEA) [da Índia], através das embaixadas de cada um desses países, lançou uma iniciativa única de missões indianas em 124 países, para a participação de músicos e grupos locais”.

Em Portugal, “o músico convidado foi Rão Kyao”. “Discípulo de Pandit Raghunath Seth [músico e compositor indiano], criou um rearranjo em 2018 para o tema 'Vaishnav Jan To Tene Kahiye Je', 'bhajan' que Gandhi muito amava e que se tornou na Índia como um hino que tem morada firme e segura no coração de milhões de indianos”, recorda o agenciamento de Rão Kyao.

O arranjo desse tema “foi concebido e gravado com a utilização da flauta de bambu, a guitarra portuguesa, o ‘harmonium’ (família do acordeão e muito utlizado na Índia) e a guitarra clássica”.

Depois de criar esse tema, Rão Kyao “quis homenagear mais profundamente esta figura ímpar da humanidade, compondo uma série de temas evocativos de alguns ensinamentos e episódios mais importantes da vida do Mahatma”, tendo assim surgido os temas “Mahatma”, "Respeito pela Natureza", "Deus é Amor", "Voltar ao Tradicional", "Paz é o Caminho", "Sê Misericordioso", "Sathyagraha (Não-Violência)", "Marcha do Sal" e "Independência".

Com a versão de Rão Kyao de “Vaishnav Jan To Tene Kahiye Je”, estes são os temas incluídos no recital.

Rão Kyao, natural de Lisboa, iniciou os estudos musicais com o saxofonista Victor Santos, com quem estudou teoria musical, solfejo, saxofone e flauta. Em 1976, editou o seu primeiro álbum, “Malpertuis", e, no ano seguinte, “Bambu”, no qual foi acompanhado num dos temas pelo pianista António Pinho Vargas.

Em 1978, representou Portugal no Festival Internacional de Música Jazz Yatra em Bombaim, na Índia. Seguiram-se os álbuns “Goa”, “Live at Cascais”, “Ritual” e, em 1983, “Fado Bailado”, que catapultou o seu nome para a ribalta musical.

Desde então gravou cerca de duas dezenas de álbuns. Em 1999, com a Orquestra Chinesa de Macau, gravou também composições próprias, no sentido de ilustrar, através da música, os 450 anos de presença portuguesa naquele território chinês.

Em 2000, estreou-se como compositor de teatro a convite do encenador Carlos Avilez. Em 2001, lançou o disco "Fado Virado a Nascente".

O seu álbum mais recente, “Aventuras da Alma”, que remete para uma festa de verão numa aldeia, revisitando diferentes tradições, como a hindu, a cigana, a helénica e a africana, foi editado em maio de 2017.

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