O prémio “distinguirá uma obra em prosa, seja romance, conto ou novela, editada [em Portugal] ao longo do último ano", sendo o júri “composto por todos os livreiros da rede Bertrand, que desempenham um papel fundamental na promoção diária do livro e da leitura, e pelos leitores, oferecendo-lhes a oportunidade de distinguir os livros que mais os marcaram em cada ano”, explicou a Bertrand quando anunciou a criação do galardão, no passado dia 11.

Segundo o comunicado divulgado hoje pela Bertrand, participaram na votação “aproximadamente 10.000 livreiros e leitores”, e nesta primeira seleção a lista de 55 títulos foi reduzida para 10.

Este top é liderado por “Vaticanum”, seguido de “Uma Terra Chamada Liberdade”, de Ken Follett, e, em terceiro, ”História de uma Menina Perdida”, de Elena Ferrante.

No quarto lugar está “Homens Imprudentemente Poéticos”, de Valter Hugo Mãe, seguido de “O Evangelho segundo Lázaro”, de Richard Zimler, e, em sexto, “Prometo Perder”, de Pedro Chagas Freitas.

Os quatro últimos postos são ocupados por “A Espada e a Azagaia”, de Mia Couto (7.º), “Doutor Sono”, de Stephen King (8.º), “Nem Todas as Baleias Voam”, de Afonso Cruz (9.º), e “Como Vento Selvagem”, de Sveva Casati Mondignani (10.º).

A segunda fase de votação para selecionar o Livro do Ano inicia-se hoje e prolonga-se até 13 de fevereiro.

A obra vencedora terá “reservado um lugar de destaque nas livrarias Bertrand, em especial ao longo do ano de 2017”.

A Bertrand é a maior rede portuguesa de livrarias, com 55 balcões distribuídos em todo o país, continente e ilhas, com uma superfície comercial atual que ultrapassa os 11.000 metros quadrados, segundo fonte da empresa, e uma livraria 'online' que disponibiliza mais de oito milhões de referências entre livros em português, inglês, francês e espanhol.

A primeira livraria Bertrand foi fundada em 1732, por Pedro Faure, na rua Direita do Loreto, em Lisboa, e mantém-se desde a segunda metade do século XVIII nos n.ºs 73-75 da rua Garrett, no Chiado, também na capital, para onde se transferiu após o terramoto de 1755.

O Guinness World Records reconhece a Livraria Bertrand, no Chiado, como a mais antiga do mundo em funcionamento.

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