«Aldeias de Portugal», documentário produzido pela Iniziomédia e realizado por Gil Ferreira, pretende saber o que evoluiu e permaneceu no Portugal profundo ao longo dos última 60 anos, ponto de partida para uma viagem às três aldeias finalistas do concurso «A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal», promovido pelo Secretariado Nacional de Propaganda (SNP), em 1938.

Em cruzamentos ritmados, o espectador viaja «entre a (suposta) realidade para sempre captada no documentário de António Lopes Ribeiro (de 1938) e o dia-a-dia dessas mesmas aldeias, em pleno século XX.

Em cada uma das aldeias (re)visitadas foram escolhidos detalhes, aspetos particulares e um grande tema, que melhor permita evidenciar o que mudou e o que permaneceu. É igualmente tido em conta a vida de «representantes» das novas e das mais velhas gerações.

Cruzam-se, assim, duas maneiras de olhar diferentes, duas gerações (muito) diferentes: jovens e velhos, portugueses/estrangeiros, residentes locais/turistas, etc. São eles que vão viajar por essas e outras aldeias e são deles as impressões que estão registadas neste filme. Memórias de gente que sempre viveu na sua aldeia e visões de gente que vive na aldeia mas tem uma visão do mundo já marcada pela televisão, Internet e todas as panóplias próprias do século XXI que a ligam a todos os pontos do mundo», acrescenta o canal público.

«Aldeias de Portugal» vai para o ar na antena da RTP 2 este sábado, 30 de junho, às 21:00.

Logo a seguir, pelas 22:40, começa a «Sessão Dupla», que esta semana vai ser dedicada ao melodrama.

O primeiro filme a ser exibido chama-se «Sentimento (Senso)» e foi realizado por Luchino Visconti, em Itália, decorria o ano de 1954. Alida Valli, Farley Granger e Massimo Ginotti são os intérpretes deste filme com 180 minutos de duração. O exército austríaco ocupa militarmente a Itália. Um grupo de nacionalistas interrompe uma ópera no teatro La Fenice. O marquês Ussoni desafia o tenente Mahler para um duelo. Livia, prima do marquês e apoiante dos nacionalistas, intercede junto do tenente para que este evite aquele duelo. Os dois tornam-se amantes nuns tempos bem complicados. Mahler acabará por a desprezar depois de se ter aproveitado dela. Despeitada, Livia vinga-se denunciando-o como desertor o que faz com que seja fuzilado. Um dos maiores melodramas históricos da história do cinema, encenado como uma ópera de Verdi. Por aqui passa uma paixão tempestuosa que, como todas as paixões, tudo vai varrer de uma maneira obsessiva.

Posteriormente chega «Dr. Jivago», filme realizado por David Lean, em Inglaterra, em 1965. Os papéis principais são ocupados por Omar Sharif, Julie Christie e Geraldine Chaplin. Yuri fica órfão ainda criança e vai para Moscovo, onde é criado. Casa-se com a aristocrática Tonya, mas apaixona-se por Lara, uma enfermeira que se torna a grande paixão da sua vida. Lara antes da revolução tinha sido violada por Victor Komarovsky, um político sem escrúpulos, mas acaba por se casar com Pasha Strelnikoff, que se torna um vingativo revolucionário. Épico baseado no romance homónimo de Boris Pasternak, este «Dr. Jivago» tornou-se, quer na literatura quer no cinema, uma referência mítica, já que possui todos os ingredientes necessários para a existência do drama: uma sociedade dilacerada por guerras, um homem dilacerado pelos seus amores. Destaque ainda para o tema musical, composto por Maurice Jarre, que também ele se tornou num clássico.

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