Joe Exotic não se vai juntar à lista de personagens excêntricas na carreira de Nicolas Cage: a Amazon desistiu de fazer a série "Tiger King".

Apesar do projeto com oito episódios estar a ser apresentado a outras plataformas, por agora o vencedor do Óscar com "Morrer em Las Vegas" (1995) tem a agenda livre daquele que seria o seu primeiro papel televisivo.

O próprio ator confirmou que a série anunciada em maio de 2020 tinha ficado pelo caminho.

“Devemos esclarecer o que se aconteceu. Li dois argumentos excelentes, que achei que eram excelentes, mas acho que a Amazon sentiu que era material que tinha perdido o seu tempo porque demorou muito até ficar pronto. Houve uma altura em que sentiram que era algo mágico, mas desde então isso perdeu-se no tempo e já não é relevante", revelou à revista especializada Variety.

O projeto inspirava-se num artigo do jornal Texas Monthly, cujos direitos tinham sido foram comprados muito antes do documentário em sete partes (e um especial) "Tiger King: Morte, Caos e Loucura" estrear na Netflix e se tornar um fenómeno de audiências nas primeiras semanas do confinamento mundial por causa da pandemia.

Existe outra série em preparação com Kate McKinnon e John Cameron Mitchell sobre a peculiar vida de Joseph Allen Maldonado-Passage, mais conhecido por Joe Exotic, que se destacava entre as figuras excêntricas do submundo da criação de felinos selvagens, com uma história real descrita como mais estranha do que muitas ficções.

Polígamo homossexual de aspeto caricato, amante de armas, música country e tigres, dirigia um jardim zoológico de beira de estrada e chegou a ser candidato independente às eleições presidenciais nos EUA (recebeu 962 votos) e às primárias para o cargo de governador de Oklahoma (foi eliminado na primeira ronda, com 664 votos).

A série da Amazon iria explorar "como se tornou Joe Exotic e como se perdeu numa personagem que ele mesmo criou".

À volta do carismático e insensato Joe estava um rol incrível de excêntricos, como traficantes de droga, vigaristas e líderes de seitas, todos partilhando a paixão pelos felinos e o estatuto e atenção que as suas perigosas coleções de animais selvagens lhes proporcionavam.

Como revelou o documentário da Netflix, tudo isto foi ameaçado quando entrou em cena Carole Baskin, uma também excêntrica defensora dos direitos dos animais e proprietária de um santuário para grandes felinos: a rivalidade durou anos e foi em crescendo, acabando por se descontrolar e levar à detenção de Joe por ter contratado um homem para a matar e também por outros crimes.

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