Em 30 de maio, a diretora do Angelus TV, Sandra Bastos, tinha explicado à Lusa que o canal iria encerrar as suas emissões em 01 de junho por dificuldades financeiras e falta de financiamento.

Na deliberação, datada de 03 de julho, o Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) declara "extinta" a "autorização para o serviço de programas Angelus TV" e determina o "cancelamento oficioso da mesma autorização".

"Em 31 de maio de 2019, a advogada do operador comunicou a insolvência da empresa e consequentemente o fim das emissões", lê-se na deliberação da ERC, que adianta que em 27 de junho último "a Sinal Principal - Serviços de Divulgação e Lembranças SA, titular para o serviço de programas Angelus TV, veio solicitar, por dificuldades de sustentabilidade económica, a revogação do serviço de programas".

Com um passivo de cerca de um milhão de euros, Sandra Bastos adiantou em maio à Lusa que a Angelus TV não podia "continuar a acumular dívidas".

As dívidas aos fornecedores poderão vir a ser liquidadas "com os bens da empresa", acrescentou, revelando que 14 pessoas vão para o desemprego.

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