Eva Wilma morreu no sábado aos 87 anos, devido a uma insuficiência respiratória resultante da disseminação de um cancro do ovário, anunciaram os seus agentes.

A atriz brasileira tinha sido internada no passado dia 15 de abril na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo, na sequência de problemas renais e cardíacos.

O cancro tinha sido diagnosticado a 7 de maio. Eva Wilma já havia sido internada em janeiro devido a uma pneumonia, mas recebeu alta no início de fevereiro.

Um percurso popular, versátil e premiado

Com uma longa e muito popular carreira, a atriz teve um percurso que conciliou a televisão, o cinema e o teatro. Em Portugal, tornou-se sobretudo conhecida pela sua participação regular em telenovelas da Globo. O seu último papel no pequeno ercã foi na novela "O Tempo Não Para", em 2018.

Nascida em São Paulo em 1933, Eva Wilma começou a carreira como bailarina, aos 14 anos. Iniciou-se no teatro aos 20 e também conseguiu papéis no cinema, numa primeira fase como figurante, a partir de "Uma Pulga na Balança" (1953).

Ao lado de seu primeiro marido, o ator John Herbert, teve um dos seus projetos iniciais de grande popularidade através da série "Alô, Doçura!", versão da sitcom norte-americana "I Love Lucy", nos anos 1950 e 1960.

Na década de 1970, reforçou a presença junto do grande público ao interpretar as gémeas Ruth e Raquel na primeira versão da novela "Mulheres de Areia". "A Viagem", "Guerra dos Sexos", "Sassaricando", "Pedra Sobre Pedra", "Anos Rebeldes", "O Rei do Gado", "A Indomada" ou "Fina Estampa" foram outras das dezenas de novelas nas quais se distinguiu.

No grande ecrã, participou em "Chico Viola Não Morreu", "O Cantor e o Milionário", "Cidade Ameaçada", "Assassinato em Copacabana", "O 5º Poder", "São Paulo S/A", "Cada um Dá o que Tem", "O Menino Arco-Íris" ou "O Signo da Cidade". Chegou a fazer uma audição para "Topázio", de Alfred Hitchcock, mas não foi escolhida. Eva Wilma contou em entrevistas que discutiu em português com o realizador britânico.

O primeiro galardão de uma carreira multipremiada chegou com a peça "Uma Mulher e Três Palhaços" (1955), pela qual ganhou o Prémio Governador do Estado de Melhor Atriz e à qual se seguiram dezenas de distinções ao longo de seis décadas.

Além de John Herbert, com quem teve dois filhos, foi casada com o também ator Carlos Zara, durante 23 anos.

Nas últimas horas, familiares e figuras públicas têm homenageado a atriz nas redes sociais:

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