O anúncio será feito em direto, num momento em que o calendário televisivo foi de tal forma afetado que alguns programas e séries não puderam entrar na janela de elegibilidade para a edição deste ano.

Outras premiações de Hollywood, como os Óscares e os Globo de Ouro, tiveram de adiar as suas cerimónias e alterar parte das suas regras para se adaptar aos novos tempos sem cinemas.

Os Emmys serão entregues a 20 de setembro e, embora os seus organizadores não tenham dado detalhes sobre a cerimónia, tudo indica que será virtual. "Não sei onde faremos isto ou como faremos ou inclusive porque estamos a fazer isto, mas estamos a fazer e vou apresentar", disse o anfitrião dos Emmys, Jimmy Kimmel, em comunicado, a 16 de junho.

Os 24 mil membros da Academia de Televisão, que entregam os prémios, receberam, contudo, um número recorde de inscrições este ano. No entanto, a pandemia impediu que estúdios pudessem fazer as suas habituais campanhas para conquistar votos entre os membros da Academia que, segundo os especialistas, tiveram mais tempo em casa para ver televisão, o que pode pesar nas suas decisões.

"Mas não sabemos o que estão a ver", esclareceu Joyce Eng, editora do site de previsões Gold Derby. "Estão a ver programas que estrearam há três anos e que não tinham conseguido ver? Ou estão a ver todos os programas que estrearam nesta primavera?", questiona.

As nomeações serão anunciadas durante uma cerimónia virtual e será animada pela estrela do "Saturday Night Live", Leslie Jones, que estará acompanhada por Laverne Cox, Josh Gad, Tatiana Maslany e pelo presidente da Academia, Frank Scherma.

Os Favoritos

A Academia estendeu a oito o número de nomeados nas categorias mais importantes: melhor série dramática e de comédia. E coincidiu o número de indicados em outras categorias com a quantidade de produções introduzidas para consideração.

Mais uma vez, HBO e Netflix deverão ter o maior número de nomeações

Sem os vencedor do ano passado, "A Guerra dos Tronos" e "Fleabag", na corrida, e nenhuma série nova que traga surpresas, Eng avaliou que produções como "Succession", sobre uma poderosa família dona de veículos de comunicação que luta pelo controlo da empresa, e o thriller policial "Ozark" partem como favoritos na categoria drama.

A série marco da Netflix "The Crown" e o drama da Hulu "A História de uma Serva" - que não disputaram os prémios no ano passado - também devem aparecer entre os nomeados, juntamente com a 'prequela' de "Breaking Bad", "Better Call Saul", e "The Morning Show", da nova plataforma Apple TV+.

Entre as séries cómicas, "The Marvelous Mrs. Maisel", produção da Amazon sobre uma dona-de-casa dos anos 1950 transformada em comediante de stand-up, é considerada a favorita, juntamente com "Schitt's Creek".

"Big Little Lies" tentará conquistar o Emmy de melhor série dramática, após ter levado em 2017 o prémio de melhor minissérie. A categoria tem como favorita "Watchmen". "Watchmen é uma grande série em si mesma, mas tornou-se ainda mais retumbante nas últimas semanas", disse Eng, referindo-se aos protestos em várias cidades dos Estados Unidos contra a presença de tropas federais.

Nas categorias de melhor ator dramático, é provável que Brian Cox encabece a lista pelo seu papel em "Succession", juntamente com Jason Bateman, por "Ozark", e Bob Odenkirk, de "Better Call Saul".

Já Olivia Colman deverá encabeçar a disputa pelo prémio de melhor atriz, com Laura Linney ("Ozark"), Jennifer Aniston ("The Morning Show") e Elizabeth Moss ("A História de uma Serva").

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