Envolvido num escândalo sexual desde o início do ano, Armie Hammer entrou voluntariamente numa clínica de reabilitação na Florida para tratamento de problemas de drogas, álcool e sexo.

Segundo a Vanity Fair, o ator terá deixado as ilhas Caimão onde passou os últimos meses e entrou numa clínica em Orlando a 31 de maio com o apoio da família, incluindo da esposa, de quem se separou em julho do ano passado após dez anos de casamento.

Em janeiro, Armie Hammer foi atingido pela divulgação numa conta anónima nas redes sociais de mensagens privadas alegadamente da sua autoria com detalhes gráficos sobre fantasias sexuais com antigas namoradas.

A poucas semanas de começar a rodagem, o ator decidiu abandonar a comédia "Shotgun Wedding", onde contracenaria com Jennifer Lopez, e fez um único comunicado: "Não vou reagir a essas alegações de treta, mas à luz dos ataques online perversos e espúrios [falsos] contra mim, não posso, em boa consciência, deixar os meus filhos durante quatro meses para fazer um filme na República Dominicana. A Lionsgate está a apoiar-me nisto e estou grato a eles por isso."

Já a 18 de março, a polícia de Los Angeles informou que abriu uma investigação a 3 de fevereiro relacionada com as acusações de violação feitas por uma ex-namorada que apresentou queixa.

A alegada vítima diz que Hammer - que foi nomeado para os Globos de Ouro pelo filme "Chama-me Pelo teu Nome" (2017) - a "violou violentamente" durante "mais de quatro horas" em 2017. Acrescentou que o ator de 34 anos, que conheceu no Facebook no ano anterior, também "bateu repetidamente" a sua cabeça contra a parede e golpeou os seus pés com um chicote a tal ponto que ficou incapaz de andar.

A mulher relatou a maneira como ela afirma ter sido "mentalmente, emocionalmente e sexualmente" abusada por Hammer ao longo do seu relacionamento de quatro anos com o ator.

Assim que as conclusões da investigação forem colocadas à disposição da equipa do Procurador de Los Angeles, estes terão que avaliar o material e as recomendações da polícia para decidir se têm o suficiente para prosseguir com acusações criminais que poderiam colocar Hammer na prisão até oito anos se for considerado culpado.

Hammer rejeitou todas as acusações através do seu advogado, Andrew Brettler, que disse que o seu cliente só teve relações sexuais "completamente consensuais" e a alegada vítima de 24 anos enviou ao ator uma mensagem de texto em julho de 2020 contendo pedidos sexuais explícitos que colocam em dúvida as suas acusações.

A agência de talentos que representava o ator cortou relações e ele perdeu todos os projetos com os estúdios de Hollywood que estavam anunciados: além de "Shotgun Wedding", a minissérie The Offer", sobre os bastidores da rodagem de "O Padrinho" (1972), e o thriller "Billion Dollar Spy", onde iria trabalhar com o ator dinamarquês Mads Mikkelsen e a realizadora Amma Asante.

Sem novos projetos, o ator tem três filmes à espera de melhor dias nos cinemas para estrear, incluindo o muito aguardado "Morte no Nilo" (2021), onde contracena com Gal Gadot, que a Disney adiou para fevereiro de 2022. A Variety diz que é provável que seja removido pelo menos dos materiais de marketing.

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