Destacando “a relevância da sua obra na Cultura Portuguesa”, o ministro Luís Filipe Castro Mendes lembrou que António de Macedo foi um dos “mais ativos cineastas do Novo Cinema Português”.

“Defendeu a pluralidade da cinematografia, mas manteve sempre as suas opções estéticas, pelas quais foi homenageado em Portugal e no estrangeiro. A perseverança, o inconformismo, o olhar crítico e o espírito criativo fizeram-no conquistar o seu espaço próprio no contexto do Cinema Português”, afirma o ministro, num comunicado enviado às redações.

Sobre António de Macedo, disse ainda ter sido “um homem dotado de um olhar inovador e de uma ação sempre experimentalista”, que procurou ao longo da sua vida e da sua obra “encontrar sempre novas formas estéticas e técnicas na arte da criação”.

Na opinião do governante, o realizador deixa uma marca que vai para além da realização, já que também cofundou várias cooperativas, lecionou e publicou, desde os anos 1960 até à atualidade.

A forma de intervenção de António de Macedo caracterizava-se pela criação e pela crítica, acrescentou.

Formado em arquitetura e doutorado em Sociologia da Cultura, foi ao Cinema que dedicou grande parte da sua vida.

António de Macedo, de 86 anos, morreu na quinta-feira ao início da tarde, no Hospital de Santa Marta, em Lisboa.

O cineasta foi responsável por “mais de meia centena de filmes, longas, médias e curtas-metragens, a par de séries de televisão, ensaios e publicações”, assinala a nota do ministério.

"O Segredo das Pedras Vivas" (2016) é o título do seu último filme, uma adaptação ao cinema de uma série de sua autoria dos anos 1990.

Enquanto escritor, António de Macedo publicou recentemente "Lovesenda", e um livro com contos seus, "O Terceiro Chega em Maio", será publicado ainda este ano pela editora Divergência, disse à Lusa fonte familiar.

“Está prevista a estreia em Lisboa e no Porto de um documentário de João Monteiro, ‘Nos Interstícios da Realidade, O Cinema de António de Macedo’, sobre o seu papel essencial no cinema português”, segundo a mesma fonte.

A sua primeira longa-metragem, "Domingo à tarde" (1965), é baseada no romance homónimo de Fernando Namora, e protagonizado por Ruy de Carvalho.

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