Carlos Saboga, que assinou o argumento de
«Mistérios de Lisboa», último filme de Ruiz, disse que o realizador chileno «era distinto de todos os outros, funcionava de maneira pessoal e nada convencional, tinha uma costela surrealista, mas era grande admirador de
John Ford e
Orson Welles».

«Era um poeta, um realizador/poeta», sublinhou o argumentista que estava atualmente a trabalhar com o realizador.

«Um homem singular e de todos as estimáveis pessoas com quem já trabalhei esta marcou-me profundamente», disse Carlos Saboga que considerou «do ponto de vista pessoal [esta morte] um perda muito dura».

«Era uma pessoa interessadíssima pela cultura portuguesa que lhe era familiar e pela qual tinha grande apetite. Gostava de filmar em Portugal e falava português», afirmou.


Raúl Ruiz
morreu hoje em Paris, aos 70 anos, vítima de cancro. O realizador rodou nove filmes em Portugal, entre os quais a sua última obra concluída «Mistérios de Lisboa».

@Lusa