Defendendo que se deviam estar a deitar abaixo as fronteiras e não a erguê-las, Emma Thompson afirmou que o Reino Unido "seria louco" se não ficasse a União Europeia, acrescentando que "se sentia europeia" e que "certamente" votará para permanecer na organização no referendo.

Os comentários foram feitos no Festival de Berlim na antestreia mundial de "Alone in Berlin", onde a atriz interpreta Elise Hampel, uma resistente alemã que juntamente com o marido Otto (o ator Brendan Gleeson) distribuia postais escritos à mão com mensagens anti-nazis precisamente em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial.

O filme era aguardado com grande expetativa no festival uma vez que é o primeiro em inglês realizado pelo ator francês Vincent Pérez e baseia-se no último romance que o alemão Hans Fallada (1898-1947) escreveu antes da sua morte e que ganhou nova vida depois de ser reeditado em inglês em 2009, tornando-se um bestseller.

Emm Thompson também defendeu a decisão de rodar em inglês e, consequentemente, o seu 'casting'.

"Uma das razões para o fazermos foi por ser uma história europeia, devia aplicar-se e ser relevante para todos nós qualquer que seja a língua, seja francês ou português".

A atriz também falou sobre como um "lado inglês fascizante" afeta a forma como o Reino Unido vê a Alemanha e a Segunda Guerra Mundial.

"Se tiverem em conta que nasci em 1959, são apenas 14 anos após o fim da guerra", salientou. "Todos os filmes que vi quando crescia sobre alemães eram sobre a guerra e nós a sermos maravilhosos e a derrotar os nazis. Percebo que levei uma lavagem cerebral".

Determinante para mudar de perspetiva foi começar a "a ler sobre isso e a ler sobre como muitos alemães sentiram que tinham sido invadidos pelos nazis tanto como os outros. para mim, isso foi a chave".

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