“O tema é um tema forte da nossa história e da nossa presença ecuménica e nesse sentido e independentemente dos juízos que se possam formular é um elogio à diáspora portuguesa, à nossa vocação ecuménica de estar em todo o mundo de formas diversas”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no Centro Cultural de Belém, onde foi assistir à antestreia do filme do realizador norte-americano.

“Acompanhei de muito perto a história deste filme, tive até a esperança de ter cá Martin Scorsese, foi feito um contacto para ele vir cá, mas não podia”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Entre outros convidados, a antestreia do filme contou também com a presença do antigo chefe de Estado Ramalho Eanes e da mulher, Manuela Eanes, do secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, e do antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, que não prestou declarações aos jornalistas.

O novo filme do norte-americano Martin Scorsese "Silêncio", que o realizador esperou quase 20 anos para concretizar, acompanha os padres jesuítas portugueses perseguidos durante a missão no Japão, no século XVII.

Baseado no romance homónimo do japonês Shusaku Endo, publicado em 1966, o filme estreia a 19 de janeiro em Portugal.

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