A Netflix pode fazer história nos Óscares, batendo um recorde com 85 anos: no último ano em que podem ser até dez os nomeados para Melhor Filme, a plataforma tem hipóteses de ocupar seis vagas.

Por causa da pandemia e dos seus efeitos nos cinemas e nas agendas de estreias de Hollywood, a cerimónia dos Óscares já adiou dois meses, para 25 de abril de 2021, e ajustou as regras, aceitando filmes lançados de 1 de janeiro de 2020 até 28 de fevereiro de 2021 nos cinemas ou em streaming (desde que inicialmente programados para o grande ecrã).

Mas a publicação Variety avança que a Netflix tem um arsenal de produções que lhe permite ambicionar vir a ter o maior o maior número de sempre de nomeações para Melhor Filme de um único estúdio numa altura em que o resto de Hollywood continua a adiar as maiores apostas comerciais ou artísticas por causa da situação dos cinemas.

O recorde está nos cinco filmes de 1936 que o estúdio MGM conseguiu colocar entre os dez nomeados que então podiam ser nomeados para a categoria na 9ª cerimónia, em 1937.

O vencedor acabou por ser precisamente um dos filmes do estúdio que era a "casa" de Clark Gable, Spencer Tracy, Katharine Hepburn ou Shirley Temple e um dia se gabou de ter "mais estrelas do que o céu": "O Grande Ziegfeld", considerado um dos grandes musicais da história do cinema.

Segundo a Variety, a Netflix terá três fortes candidatos para tentar ganhar em 2021 a estatueta de Melhor Filme que lhe escapou com "Roma" (2018), "O Irlandês" e "Marriage Story" (2019) e assim fazer ainda mais história nos Óscares como a primeira plataforma de streaming a consegui-lo.

As apostas mais seguras são "Mank", um filme sobre o lado negro de Hollywood no final dos anos 1930 realizado por David Fincher (disponível a 4 de dezembro), e "Os 7 de Chicago", de Aaron Sorkin (já disponível).

LEIA A CRÍTICA "OS SETE DE CHICAGO".

VEJA O TRAILER "MANK".

O terceiro filme com mais hipóteses é "Ma Rainey's Black Bottom" (disponível a 18 de dezembro), de George C. Wolfe, impulsionado pelas críticas muito positivas às interpretações de Viola Davis e do falecido Chadwick Boseman.

VEJA O TRAILER "MA RAINEY´S BLACK BOTTOM".

Segundo a Variety, as hipóteses são menos claras para os filmes que podem ir da 4ª à 6ª nomeação.

"Da 5 Bloods - Irmãos de Armas", de Spike Lee, tem contra si o lançamento em junho, tendo perdido visibilidade para outros filmes, incluindo da Netflix, e ainda "Nomadland", de Chloé Zhao e com Frances McDormand, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza.

LEIA A CRÍTICA "DA 5 BLOODS".

Segue-se "O Céu da Meia-Noite" (2020), de e com George Clooney, descrito como o seu filme mais ambicioso em termos visuais e narrativos, mas que será lançado a 23 de dezembro e ainda não foi visto por grande parte dos críticos.

VEJA O TRAILER "O CÉU DA MEIA-NOITE.

O sexto filme é "Pieces of a Woman", de Kornél Mundruczó, que a Netflix comprou em Veneza, de onde saiu com o prémio de Melhor Atriz para Vanessa Kirby (a princesa Margarida nas duas primeiras temporadas de "The Crown"). Será lançado a 7 de janeiro de 2021.

Apostas mais improváveis são "A Vida à Sua Frente", com Sophia Loren (13 de novembro); "The White Tiger”, com Priyanka Chopra (21 de janeiro de 2021); "I’m Thinking of Ending Things" ("Tudo Acaba Agora", 4 de setembro), de Charlie Kaufman; e "The 40-Year-Old Version", de e com Radha Blank (9 de outubro).

LEIA A CRÍTICA "A VIDA À SUA FRENTE".

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