O filme «Aferim!», do realizador romeno Radu Jude, e «Os Olhos de André», de António Borges Correia, foram dois dos premiados do 12.º IndieLisboa, foi anunciado no encerramento do festival de cinema independente.

«Aferim!», filme sobre a vida nos antigos territórios da Roménia no século XIX, foi eleito o melhor filme da competição internacional e recebeu também o prémio dos júris de blogues de cinema.

Radu Jude, um dos realizadores da nova vaga de cinema romeno, já tinha sido distinguido no IndieLisboa com uma curta-metragem em 2007 e «Aferim!» valeu-lhe o prémio de melhor realização no festival de Berlim.

Como melhor longa-metragem portuguesa foi eleito «Os Olhos de André», recriação de um drama verídico interpretado pelos próprios protagonistas. O realizador interessou-se pela história de um homem, divorciado, que vive com três filhos em Arcos de Valdevez e luta pela guarda do quarto. É esta família que interpreta a sua história no filme.

«Os Olhos de André» recebeu ainda os prémios dos júris "Árvore da Vida" e TAP.

No que toca às curtas-metragens, o júri internacional premiou «End of Summer», de Jóhann Jóhannsson, e o júri português elegeu «Fora da Vida», de Filipa Reis e João Miller Guerra.

O documentário «O Medo à Espreita», de Marta Pessoa, sobre o clima de intimidação e repressão no tempo do Estado Novo, mereceu o prémio Amnistia Internacional.

O júri da federação internacional de críticos de cinema (FIPRESCI) escolheu «Before We Go», de Jorge León, enquanto o público do IndieLisboa votou em "A Toca do Lobo», de Catarina Mourão e «In Waking Hours», de Katrien e Sarah Vanagt, como melhores filmes.

Lista completa dos prémios do IndieLisboa 2015

Grande Prémio de Longa-Metragem Internacional: «Aferim!», Radu Jude (Roménia, Bulgária, República Checa).

Grande Prémio de Curta-Metragem Internacional: «End of Summer», Jóhann Jóhannsson (Islanda, Dinamarca).

Menções Especiais: «Of a Forest», Katarzyna Melnyk (Polónia); «Shipwreck», Morgan Knibbe (Holanda, Itália); «Guy Moquet», Demis Herenger (França).


Melhor Longa-Metragem Portuguesa: «Os Olhos de André», António Borges Correia (Portugal).

Melhor Curta-Metragem Portuguesa: «Fora da Vida», Filipa Reis e João Miller Guerra (Portugal).

Novo Talento – Curta-Metragem: «A Trama e o Círculo», Francisco Queimadela e Mariana Caló (Portugal).

Melhor Filme na secção "Novíssimos": «A Rapariga de Berlim», Bruno de Freitas Leal (Portugal).


Júri "Blogues de Cinema": «Aferim!», Radu Jude (Roménia, Bulgária, República Checa).

Menção Especial: «Koza», Ivan Ostrochovský (Eslováquia, República Checa).


Prémio FIPRESCI: «Before We Go», Jorge León (Bélgica).


Prémio Format Court: "The Mad Half Hour», Leonardo Brzezicki (Dinamarca, Argentina).


Prémio Árvore da Vida para Filme Português: «Os Olhos de André», António Borges Correia (Portugal).

Menção Especial: «Para Lá do Marão», José Manuel Fernandes (Portugal).

Prémio IndieJúnior Árvore da Vida: «Historia de un Oso», Gabriel Osorio (Chile).


Prémio Amnistia Internacional: «O Medo à Espreita», Marta Pessoa (Portugal).

Menção Especial: «Shipwreck», Morgan Knibbe (Holanda, Itália).


Prémio TAP para Longa-Metragem Portuguesa de Ficção: «Os Olhos de André», António Borges Correia (Portugal).

Prémio TAP para Documentário Português de Longa-Metragem: «Rabo de Peixe – Director’s Cut», Joaquim Pinto, Nuno Leonel (Portugal).


Prémio Universidades: «Ming of Harlem: Twenty One Storeys in The Air», Phillip Warnell (Reino Unido, Bélgica, EUA).


Prémio Escolas: «A Trama e o Círculo», Francisco Queimadela, Mariana Caló (Portugal).


Prémio do Público para Longa-Metragem: «A Toca do Lobo», Catarina Mourão (Portugal).

Prémio do Público para Curta-Metragem: «In Waking Hours», Katrien Vanagt, Sarah Vanagt (Bélgica).

Prémio do Público IndieJúnior: «A Lua e o Lobo», Patrick Delage, Toma Leroux (França).