A realizadora francesa Ariel de Bigault estreia, na sexta-feira, no festival IndieLisboa, o documentário "Fantasmas do império", reflexão sobre "o imaginário colonial no cinema português".

O filme coloca em diálogo dois atores africanos - o angolano Orlando Sérgio e o são-tomense Ângelo Torres - com realizadores e investigadores sobre o património cinematográfico português ligado ao colonialismo

"Aos documentários e ficções que sustentam o enredo imperialista, contrapõem-se filmes e olhares contemporâneos", lê-se na sinopse do filme.

"Fantasmas do império" conta ainda com a participação, entre outros, dos realizadores Fernando Matos Silva, Margarida Cardoso e Ivo M. Ferreira, do diretor da Cinemateca Portuguesa, José Manuel Costa, e da investigadora Maria do Carmo Piçarra.

No filme, suportado por excertos de um século de cinema português, são abordados "os mitos das descobertas, a ficção imperial, a fábrica da epopeia colonial, as máscaras da violenta dominação", e é questionada a ideia de colonizador e colonizado.

O documentário tem estreia na sexta-feira, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, com a presença da realizadora.

Ariel de Bigault nasceu em França, mas o percurso de trabalho passa, há mais de três décadas, pelo universo da lusofonia, entre Portugal, Brasil e África.

É autora da série documental "Eclats noirs du samba" (1987), na qual faz uma pesquisa sobre a criação artística afro-brasileira, com a participação de nomes como Gilberto Gil, Zezé Motta e Paulo Moura.

Assinou ainda antologias de música de Cabo Verde e de Angola e fez os documentários "Afro Lisboa" (1996) e "Margem Atlântica" (2006).

O 17.º festival de cinema IndieLisboa começou na terça-feira e prolonga-se até 05 de setembro, em várias salas de Lisboa, com lotação limitada e à luz das regras de higiene e distanciamento social, por causa da covid-19.

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