Em entrevista ao programa "Era O Que Faltava", de Rui Maria Pêgo e Ana Martins, Lídia Franco revelou que foi agredida por Adam Driver durante as gravações de "O Homem Que Matou D. Quixote", filme de 2018 realizado por Terry Gilliam.

"Guardo desse filme uma péssima experiência por causa do Adam Driver. Ele será extraordinário como ator, mas é uma péssima pessoa e não merece que esteja aqui agora a falar dele", começou por frisar a atriz. "Portou-se muito mal comigo. Fisicamente. Agrediu-me (...) E não tinha nada a ver com a cena. É gravíssimo. Eles [produção] deram-me autorização para sair do filme. Disseram-me que era horrível o que ele estava a fazer, mas que não podiam fazer nada. Estavam de mãos atadas. Era uma agressão camuflada, com uma cadeira", revelou Lídia Franco em entrevista ao programa da Rádio Comercial.

"Foi uma agressão camuflada com uma cadeira", acrescentou.

PORTUGAL- ENSAIO GERAL FROZEN

Na entrevista, a atriz revelou ainda outros comportamentos do protagonista de “Star Wars”, “Marriage Story” e “BlackKkKlansman”. "Não é mau feitio. Numa das coisas que fez em Espanha, ele exigia que no ensaio todos os técnicos saíssem do ‘plateau’... E continuou em Portugal, só que em Portugal houve técnicos que se negaram a fazer isso. Ele dizia 'virem-se de costas' e um deles saiu do estúdio. Ele exigia, e acho que por contrato, que ninguém podia olhar para ele. Se os figurantes se olhassem, eram imediatamente despedidos… o que aconteceu. Em cima da hora", recordou.

"Vieram ter comigo e disseram: ‘Lídia, é horrível isto que ele lhe está a fazer, mas por contrato não podemos fazer nada. Você é livre, se quiser, de abandonar. E eu disse que não abandono este filme. Fiquei ali a levar com ele, salvo seja", acrescentou a atriz.

Há mais dois anos que se prolonga uma disputa legal pelos direitos do filme entre Paulo Branco, Terry Gilliam e os produtores que avançaram com a longa-metragem, entre os quais a Ukbar Filmes, de Pandora da Cunha Telles.

Depois de, em 2017, ter considerado que o contrato era válido, o Tribunal de Grande Instância de Paris declarou em 2019 que Paulo Branco não detém direitos no filme.

Em Portugal, em junho de 2018, o Tribunal de Propriedade Intelectual também negou ao produtor os direitos sobre o filme.

A Recorded Picture Company tinha atribuído inicialmente a opção de produzir o filme à Alfama em 31 de março de 2016, mas Branco e Gilliam entraram em conflito e a produtora britânica fez um novo contrato com a espanhola Tornasol, que resultou na conclusão do filme.

Já no final do ano passado, o produtor português viu indeferido um pedido de indemnização de cerca de um milhão de euros por um tribunal britânico a propósito da produção.

O Tribunal Superior de Londres (‘High Court’) recusou o pedido apresentado por Paulo Branco e pela produtora francesa Alfama Films, fundada e dirigida pelo português, à produtora britânica Recorded Picture Company por violação de um contrato de opção para produzir o filme.

A longa-metragem "O homem que matou D. Quixote" teve a estreia mundial em 2018, no Festival de Cinema de Cannes (França), percorreu outros festivais e esteve em exibição em vários países.

“O homem que matou D. Quixote” é protagonizado por Jonathan Pryce e Adam Driver, um projeto antigo de Terry Gilliam, autor de filmes como “Time Bandits”, “Brazil” e “12 Macacos”, além de ter sido membro do grupo de humoristas Monty Python.

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