De acordo com o conselho diretivo do ICA, são atribuídos 600 mil euros a cada uma das três longas-metragens apoiadas: "Great Yarmouth. Figuras Provisórias", de Marco Martins, "O Ano da Morte de Ricardo Reis", de João Botelho, e "Não Sou Nada”, de Edgar Pêra.

O projeto de Marco Martins tem origem na peça teatral “Provisional Figures. Great Yarmouth”, que o encenador e cineasta concebeu e dirigiu no Reino Unido, numa residência artística para o Festival de Norfolk e Norwich, no passado mês de maio, com base em experiências pessoais de imigrantes, sobretudo portugueses, que se fixaram na costa Este de Inglaterra.

A peça foi estreada em Great Yarmouth, em maio, cerca de um mês depois foi apresentada no Teatro Rivoli, no Porto, no âmbito do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), e esteve em cena no Teatro Maria Matos, em Lisboa, no final de junho. A produção para cinema junta Uma Pedra no Sapato e a Vende-se Filmes.

O próximo filme de João Botelho, "O Ano da Morte de Ricardo Reis", sobre o romance homónimo de José Saramago, produzido pela Ar de Filmes, deverá começar a ser rodado em 2019. O filme marca nova incursão do realizador no universo literário, numa carreira que começou com "Conversa Acabada", sobre a amizade de Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, e que vai de autores como Eça de Queiroz e Agustina Bessa-Luís a Charles Dickens.

"Não Sou Nada", de Edgar Pêra - ou "The Nothingness Club -, será produzido pela Bando à Parte, e assinala o regresso do realizador ao universo de Fernando Pessoa, depois de "Lisbon Revisited". O filme deverá contar com a colaboração de Luísa Costa Gomes, escritora com quem trabalhou na adaptação de "O Barão", de Branquinho da Fonseca.

Edgar Pêra estreou este ano "O Homem Pikante", sobre o poeta Alberto Pimenta, levou "Magnetic Pathways" ao festival Caminhos do Cinema Português, que hoje termina em Coimbra, e prepara a série "Kino Pop", 'cine-diários' sobre bandas e figuras dos anos de 1980, com base nos seus próprios arquivos.

A deliberação do Conselho Diretivo do ICA agora publicada tem a data de 20 de novembro.

Os concursos de apoio ao cinema e audiovisual de 2018 abriram no passado dia 30 de maio, com vários meses de atraso, contando com 19 milhões de euros a repartir por vários programas, na área do cinema e do audiovisual, segundo o anúncio do ICA.

Desde então e até ao final de novembro, foram anunciados resultados de apoio à distribuição de obras nacionais em Portugal e em mercados internacionais, apoios à divulgação e promoção internacional, apoios ‘ad hoc’, à distribuição e exibição e ao abrigo do acordo luso-francês.

O calendário e a declaração anual de prioridades dos concursos de 2018 foram publicados quase a meio do ano, porque estiveram dependentes da aplicação da nova regulamentação da lei do cinema e audiovisual, que entrou em vigor em abril.

Na altura, em declarações à agência Lusa, o presidente do ICA, Luís Chaby Vaz, afirmava que 2018 seria um "ano zero" para o setor, porque se fez uma "grande revisão legislativa".

"Aligeirámos a carga burocrática na fase de candidaturas ao financiamento. Há a introdução de linhas de apoio que não existiam e visam contemplar áreas que não estavam previstas", disse.

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