Pouco antes do início da sessão, Marcelo Rebelo de Sousa chegou ao Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Depois de cumprimentar alguns convidados, entre eles Ramalho Eanes, o Presidente da República visitou uma pequena exposição alusiva ao filme "Silêncio", de Martin Scorsese.

Na conversa com os jornalistas, Marcelo revelou que conhece bem a história do filme. “Acompanhei de muito perto a história deste filme, tive até a esperança de ter cá Martin Scorsese, foi feito um contacto para ele vir cá, mas não podia”, contou.

“O tema é um tema forte da nossa história e da nossa presença ecuménica e nesse sentido e independentemente dos juízos que se possam formular é um elogio à diáspora portuguesa, à nossa vocação ecuménica de estar em todo o mundo de formas diversas”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Os jornalistas tentaram ainda saber mais detalhes da conversa entre Marcelo e Donald Trump, mas o Presidente da República de Portugal preferiu não comentar. "Estamos a falar deste filme", gracejou.

Entre outros convidados, a antestreia do filme contou também com a presença do antigo chefe de Estado Ramalho Eanes e da mulher, Manuela Eanes, do secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, e do antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, que não prestou declarações aos jornalistas.

O novo filme do norte-americano Martin Scorsese "Silêncio", que o realizador esperou quase 20 anos para concretizar, acompanha os padres jesuítas portugueses perseguidos durante a missão no Japão, no século XVII.

Baseado no romance homónimo do japonês Shusaku Endo, publicado em 1966, o filme estreia a 19 de janeiro em Portugal.

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