O filme, com o título “Michael Moore in TrumpLand” e que se baseia numa obra de teatro escrita por Moore, terá a sua estreia no IFC Center, de Nova Iorque.

A sinopse oficial do filme explica que o projeto é uma repetição da obra de teatro que Moore esperava apresentar no Ohio, nos Estados Unidos.

“Vem ver o filme que os republicanos do Ohio tentaram impedir. O vencedor do óscar Michael Moore adiantou-se ao entrar em território hostil, no coração da terra de Trump, com o seu filme arriscado e hilariante, no coração da terra de Trump, semanas antes de realizarem-se as eleições de 2016”, refere o comunicado sobre a película.

Conhecido pelo seu ativismo político de esquerda e pela sua oposição a Trump, Moore conta no filme como o Midland Theatre de Newark, evitou apresentar seu espetáculo porque era muito polémico.

A diretora do teatro, Nancy Anderson, disse à AFP que a instituição nunca chegou a um acordo com Moore para fazer o espectáculo, porque "havia muitas perguntas à volta da produção".

E, acrescentou Nancy, as perguntas não eram tanto sobre se o espectáculo era polémico ou não, mas aos curtos prazos entre o pedido de Moore e a estreia. O teatro temia não conseguir entregar um espetáculo de qualidade ao público, explicou.

Numa declaração transmitida ao jornal local "The Columbus Dispatch" e publicada no final de setembro, Anderson afirmou, porém, que a direção do teatro tinha "perguntas" sobre "a potencial polémica e a possibilidade de problemas do lado de dentro ou do lado de fora" do local.

O cineasta conseguiu, finalmente, fazer o seu espectáculo em Wilmington, também no Ohio. A apresentação foi filmada e serviu de base para o documentário "Michael Moore in Trumpland".

Moore publicou na sua conta na rede social do Twitter uma fotografia da sala de montagem do filme, acompanhada pela frase: “Há algo cozinhar. Ontem à noite, na cozinha (…)", anunciando assim a estreia.

Uma carreira controversa

Moore venceu o Óscar do melhor documentário em 2003 com o “Bowling for Columbine” e foi de novo candidato com “Sicko” (2007), uma história que denunciava as debilidades do sistema de saúde nos Estados Unidos.

No trajeto de Moore, repleto de obras de conteúdo controverso, como “Capitalism: A Love Story” (2009) e “Where to Invade Next” (2015), destaca-se “Fahrenheit 9/11” (2004), que se converteu no documentário com maior êxito da história dos Estados Unidos ao obter receitas nas salas de cinema de 119,1 milhões de dólares (108,5 milhões de euros).

Em "Where to invade next" Portugal também foi protagonista: no âmbito do seu filme sobre como outros países ocidentais, onde se incluem ainda por exemplo a França, Itália, Alemanha e Finlândia, lidam de forma diferente com os mesmos problemas sociais e económicos dos EUA, o realizador esteve no nosso país para falar com várias personalidades sobre o decréscimo do consumo de estupefacientes após a lei da descriminalização aprovada em 2001.

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