O realizador Miguel Gomes vai presidir ao júri internacional da 63.ª semana Internacional de Cinema de Valladolid (Seminci), cuja abertura decorrerá no sábado e que tem Portugal como país convidado, informou hoje a organização do certame.

Além de Miguel Gomes, o júri internacional, que atribui a Espiga d'Ouro, prémio principal do festival, integra a realizadora argentina Lucía Cedrón, a atriz espanhola Bárbara Goenaga, a holandesa Inge de Leew e a húngara Marta Menye, programadoras do International Film Festival de Roterdão e do Departamento Internacional do Fundo de Cinema Nacional Húngaro, respetivamente, e o guionista, realizador e produtor espanhol Manuel Pérez Estremera.

A Seminci contará com mais cinco jurados oficiais, correspondentes às secções Ponto de Encontro, Tempo de História, Doc. Espanha, Castela e Leão (de curtas e longas-metragens) e Espiga Verde, além de integrar outros jurados constituídos por diferentes organizações e coletivos que atribuirão prémios como o da Juventude o da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci).

Aproximar o público do festival dos títulos mais significativos realizados nos últimos anos por cineastas portugueses, que tornaram o país num importante foco de atenção do panorama cinematográfico internacional, é um dos objetivos da Seminci.

A mostra integra 20 longas-metragens, quatro das quais documentais, e dez curtas-metragens, três delas documentais.

A maioria dos filmes foram projetados e premiados em festivais internacionais como Berlim, como "Tabu", de Miguel Gomes, "Cartas da guerra", de Ivo M. Ferreira, "Colo", de Teresa Villaverde, "A balada de um batráquio", de Leonor Telles, "Cidade pequena", de Diego Costa Amarante, e "Rafa" de João Salaviza, contam-se entre os filmes a projetar em Valladolid.

"A fábrica de nada", de Pedro Pinho, que em 2017 venceu o prémio da crítica do Festival de Cannes, entre outras distinções, e "Aquele querido mês de agosto", de Miguel Gomes, premiado em São Paulo, entre outros festivais, constam também dos filmes portugueses presentes no certame.

"Cavalo dinheiro", de Pedro Costa, e "O ornitólogo", de João Pedro Rodrigues, ambos distinguidos com prémio de Melhor Realizador, no Festival de Locarno, são outros dos filmes que podem ser vistos no certame, tal como "E agora? Lembra-me", de Joaquim Pinto, "É na terra não é na Lua", de Gonçalo Tocha, "A última vez que vi Macau", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, "Verão danado", de Pedro Cabeleira, e "O corta estilhaços", de José Miguel Ribeiro.

"São Jorge", de Marco Martins", premiado na secção Horizontes, do festival de Veneza, e "Montanha", de João Salaviza, que também foi selecionado para o festival italiano, marcam igualmente presença em Valladolid.

Entre outros filmes presentes em Valladolid destacam-se “Cartas a uma ditatura”, de Inês de Medeiros, “A vingança de uma mulher”, de Rita Azevedo Gomes, “John From”, de João Nicolau, “Amor, Amor”, de Jorge Cramez, “Fátima”, de João Canijo, “Ramiro”, de Manuel Mozos, e “Yvone Kane”, de Margarida Cardoso.

“História Trágica Com Um Final Feliz”, de Regina Pessoa, “Rafa”, de João Salaviza, “A gloria de fazer cinema em Portugal”, de Manuel Mozos, “Água Mole”, de Alexandra Ramírez, “Coelho mau”, de Carlos Conceição, e “Farpoes baldios”, de Marta Mateus, fazem também parte da seleção.

Integrada na iniciativa “Cultura Portugal” em Espanha, a Seminci vai exibir também “O Velho do Restelo”, de Manoel de Oliveira.

A retrospetiva será acompanhada por uma publicação escrita pelo crítico de cinema José Vieira Mendes, realizada em colaboração com o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), com a Cinemateca Portuguesa, o Instituto Cervantes de Lisboa e Embaixada de Portugal em Espanha.

O festival homenageará ainda o realizador iraniano Mohammad Rasoulof, detido no seu país.

A organização anunciou também uma retrospetiva sobre cinema norte-americano, de realizadores nascidos na década de 1960 e que se estrearam nos anos 1990.

"São realizadores que modernizaram e abriram novos horizontes do cinema norte-americanos, compondo uma geração heterogéna e bilhante", refere o festival, dando como exemplo Richard Linklater, Alexander Payne, Quentin Tarantino e Darren Aronofsky.

O filme espanhol "Tu hijo", de Miguel Ángel Vivas, abre o certame, no sábado, que também assinalará o centenário do realizador sueco Ingmar Bergman e os 50 anos de “Maio Francês” de 1968.

A 63.ª Semana Internacional de Cinema de Valladolid decorrerá até 27 de outubro.

Este ano, a organização aumentou o valor monetário da Espiga de Ouro, o prémio para melhor longa-metragem e melhor curta-metragem, para um total de 75 mil euros e 25 mil euros, respetivamente.

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