Depois de conquistar o mundo por via do mundo da moda,
Milla Jovovich conquistou o cinema com uma grande variedade de filmes, que tiveram o seu ponto mais popular na saga «Resident Evil», em que interpreta a heroína Alice e em que é dirigida pelo seu marido
Paul W. S. Anderson.
«Resident Evil: Retaliação» é o quinto capítulo de uma série que deverá terminar em muito pouco tempo.

O fim da saga Resident Evil

«Eu sei um pouco do que vai ser o fim da saga, no próximo filme, que deve sair daqui a uns dois ou três anos. Mas não sei muito, tenho uma ideia geral do que se quer fazer, mas claro não posso revelar. Mas vai ser muito «cool», e há algumas coisas neste «Resident Evil: Retaliação» que já preparam para o que vai acontecer no fim».

Uma rodagem épica

«Foi espantosa a variedade de cenários em que rodámos, e filmar na Praça Vermelha para um filme destes foi algo que eu nunca pensei, mesmo sendo russa. E foi óptimo poder voltar a trabalhar com tanta gente que participou nos filmes anteriores da série e que agora volta, como a
Michelle Rodriguez».

Rodar «Resident Evil»

«Fazer um filme como o «Resident Evil» é espantoso, é como a Disneyland mas para adultos, só que chamamos àquilo trabalho. É muito divertido correr em roupas malucas, fazer coisas perigosas, sempre com pessoas talentosas à nossa volta. E adoro fazer os meus «stunts» de salto alto. Aliás, eu vivo de saltos altos. Para mim, ou saltos ou sapatos rasos, não há nada de intermédio. Por isso é que me aborrece ir ao ginásio, tenho de suar de saltos no ginásio, como a
Mariah Carey».

Uma heroína sexy

«É muito importante que uma heroína de filmes de ação seja sexy. Ninguém quer ver uma que não o seja. Este é um género de filmes muito específico, não são filmes sobre pessoas reais. Todas as atrizes dos filmes do «Resident Evil» são fortes, bonitas, inteligentes e duras. Acho que é uma prova da segurança do Paul ele contratar tantas mulheres fortes para cada filme».

Filme atrás de filme

«Tenho tido uma agenda louca de rodagens nos últimos anos, por isso é que fiz uma pausa no último ano, literalmente. Pelo menos nos próximos tempos só vou fazer projetos que queira mesmo fazer, principalmente nos filmes independentes. Nos últimos dois anos trabalhei sem parar, mesmo antes do anterior «Resident Evil», eu fiz o
«Stone - Ninguém é Inocente», o
«Uma Fuga Perfeita», o
«Encontros Imediatos do Quarto Grau». No ano passado foi o filme russo «Vykrutasy» e mais uns dois ou três, já nem me lembro bem. E ainda fazer a promoção para tudo. Quando terminei de fazer a promoção de
«Os Três Mosqueteiros» estava esgotada. E começei logo a seguir a treinar para este. Quando acabei tudo, tive de parar. Pensei: «a minha filha tem quatro anos, tem de ter um motorista que não seja contratado e é essa a função de qualquer pai».»

Viver com o realizador

«Somos ambos «geeks» de ficção científica, por isso é muito fácil. Mas também dos filmes que se fazem e da personalidade de cada um. Se eu fosse casada com o
John Curran, o realizador do «Stone», eu matava-o. Porque esse filme foi devastador emocionalmente para mim, eu chegava sempre a casa a chorar. Se ele tivesse de lidar com isso, divorciava-se. Acho que as coisas que são diferentes em nós é que nos atraem, é muito equilibrado e nunca levanta a voz, e eu sou uma louca russa e explosiva, que fala muito alto. Acho que ele só gritou comigo três vezes em 10 anos, e foi sempre por culpa minha. Ele é o tipo mais simpático do mundo, se ele gritar connosco é porque a culpa é nossa».


Veja aqwui a entrevista do SAPO a Paul W.S.Anderson

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