Em janeiro, o ator Dan Fogler tinha confirmado que a rodagem do terceiro filme da saga "Monstros Fantásticos" adiara de julho de 2019 para o fim do outono porque era tão gigantesco que precisava de mais tempo de preparação.

Só que o tempo extra também permitirá a J.K. Rowling fazer alterações após "Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald" ter ficado abaixo das expectativas.

A surpreendente revelação é de Kevin Tsujihara, o CEO do estúdio Warner Bros, que salienta que a escritora está a trabalhar para que o próximo filme seja mais acessível para quem não conhece a mitologia.

"O segundo filme não correu tão bem [nas bilheteiras] como o primeiro, mas acho que sabemos o que precisamos fazer para que o terceiro ainda seja melhor do que o primeiro, afirmou ao Los Angeles Times, referindo-se a "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los".

"E a J.K. Rowling está realmente a trabalhar bastante no terceiro argumento e vamos conseguir acertar. Ela tem uma visão incrível da direção que quer dar a isto que é bastante emocionante", salientou.

A escritora faz a estreia como argumentista com esta nova saga após a experiência de escrever os livros sobre o jovem feiticeiro e confirmou em outubro de 2016 que o enredo estava todo planeado, filme a filme, sempre por países diferentes, e por isso é que o plano evoluiu de uma trilogia para cinco.

Lançado em 2016, "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los" rendeu 814 milhões de dólares a nível mundial, mas a sequela, dois anos mais tarde, ficou pelos 653,3.

A história não ser tão forte como a dos filmes anteriores e servir principalmente para lançar pistas para o que vem a seguir foi uma das principais críticas apontadas a "Os Crimes de Grindelwald", o mais mal recebido entre os 10 filmes à volta do mundo de feiticeiros tanto em termos artísticos como nas bilheteiras.

A quebra foi principalmente notada nos EUA, onde as receitas caíram de 234 para 159,5 milhões, fazendo com que a saga tivesse de confiar mais no mercado internacional para continuar a justificar o gigantesco orçamento (acima dos 200 milhões).

Este afastamento de alguns fãs torna-se ainda mais problemático para o estúdio pois outro factor que também terá tido impacto foi a crítica de que o filme era inacessível para quem nunca tivesse visto o primeiro.

Os estúdios de Hollywood sabem que a situação ideal é conquistar novos espectadores à medida que a saga avança.

Kevin Tsujihara também reconheceu implicitamente esse erro.

"A parte mais difícil da saga é que ela criou uma base de fãs tão grande. Eles conhecem muito bem a mitologia e querem mergulhar fundo nos personagens. Mas o que não se quer fazer é assustar as pessoas.  Queremos que seja possível criar um filme que funcione sozinho, que seja agradável para quem não tenha entrado nessa mitologia", completou.

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