O produtor e diretor de fotografia Fernando Costa, fundador da Cinemate, morreu esta quinta-feira, aos 79 anos, em Lisboa, em consequência de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte daquela empresa cinematográfica.

Fernando Costa morreu poucos meses depois de ter sido distinguido, em maio, pela Academia Portuguesa de Cinema, com um prémio Sophia de carreira.

Fundador da Cinemate em 1965, uma das mais antigas empresas portuguesas de estúdios e equipamentos cinematográficos que rapidamente se tornou líder de mercado trabalhando regularmente com todas as televisões e produtoras nacionais e internacionais, Fernando Costa foi chefe electricista, operador de câmara, director de fotografia e produtor.

Nascido em 1937, em Lisboa, iniciou a sua carreira profissional em 1957, tendo desempenhado funções em departamentos de imagem de produtoras e televisões, nomeadamente enquanto operador de câmara e diretor de fotografia.

Em 1963 foi assistente de direção no filme "Parque das Ilusões", de Perdigão Queiroga, em 1964 trabalhou para Henrique Campos em "Pão, Amor e Totobola" e, nesse mesmo ano, integra a equipa técnica de "Uma Hora de Amor", de Augusto Fraga.

Em 1968, volta a trabalhar com Henrique Campos em "Estrada da Vida" e como operador de câmara para "El Padre Coplillas", de Rámon Comas. Colaborou ainda em "Sérias em Portugal" e "Amores Satânicos".

"A história de Fernando Costa confunde-se com a história do cinema português dos últimos sessenta anos", afirma a Academia Portuguesa de Cinema.

Passou ainda pela Tóbis e durante mais de uma década filmou para o Atualidades, o noticiário que era exibido no cinema, antes dos filmes, e trabalhou ainda com realizadores como Henrique Campos, Jesus Franco, Francis Ford Coppola, Fernando Vendrell e Franklin Schaffner.

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