O abandono inesperado por "motivos pessoais imprevistos" de Natalie Portman levou a HBO a cancelar a adaptação ao cinema de "Os Dias do Abandono", baseado no aclamado livro de Elena Ferrante.

Com realização e argumento de Maggie Bates, o projeto anunciado em abril, que também envolvia a produtora da atriz, estava em adiantada fase de pré-produção, com a rodagem prevista para começar nos próximos dias em Sydney (Austrália), após ser garantido um subsídio de 3,4 milhões de dólares das autoridades locais.

Confirmados no elenco estavam ainda Rafe Spall e Mary-Louise Parker.

"Devido a motivos pessoais imprevistos, Natalie Portman desistiu de 'Os Dias de Abandono', da HBO Filmes, antes do início da rodagem. Infelizmente, a produção não vai avançar. Lamentamos profundamente não poder trazer esta bela história ao ecrã com a nossa talentosa argumentista/realizadora e elenco. Enviamos os nossos sinceros agradecimentos ao nosso elenco, produtores e equipa por toda a paixão e trabalho árduo", destacou a HBO em comunicado, citado pelo The Hollywood Reporter.

Publicado em 2002, "Os Dias do Abandono" foi o segundo livro de Elena Ferrante e colocou a escritora italiana no panteão dos grandes autores da literatura contemporânea.

A história anda à volta dos meses que se seguem após uma mulher que desistiu dos seus sonhos para se dedicar à família ser abandonada pelo marido depois de 15 anos de casamento.

Nos últimos anos tem crescido o interesse na adaptação das obras de Elena Ferrante, tal como as tentativas para descobrir a sua verdadeira identidade.

Além de "A Vida Mentirosa dos Adultos", o seu trabalho mais recente, que vai inspirar série da Netflix, a tetralogia "A Amiga Genial" também foi adaptada ao pequeno ecrã, numa coprodução da RAI italiana e HBO (as duas primeiras temporadas estão disponíveis na HBO Portugal).

Elena Ferrante também é famosa por proteger obstinadamente a sua verdadeira identidade. Um anonimato que considera necessário para dar mais peso às suas personagens e intrigas, embora alguns também tenham visto nesta escolha uma estratégia comercial inteligente por parte da autora e da sua editora.

Ao longo dos anos, a busca para descobrir a sua identidade assumiu várias formas.

Uma das mais sérias foi a do jornalista e investigador Claudio Gatti. Em 2016, após realizar uma investigação completa, ele alegou que, por trás de Elena Ferrante, estava a tradutora romana sexagenária Anita Raja. A tese não foi confirmada, nem negada, pela Edizioni E/O.

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