O filme português “Prazer, camaradas!”, de José Filipe Costa, estará em competição no 63.º Festival de Cinema de Londres, que decorre em outubro na capital britânica, foi hoje anunciado.

“Prazer, camaradas!” integra a secção competitiva de documentários, concorrendo ao prémio Grierson, que distingue filmes “com integridade originalidade e significância social e cultural”, de acordo com informação disponibilizada hoje no ‘site’ oficial do festival.

No filme, que teve estreia este mês no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, José Filipe Costa juntou histórias vividas em cooperativas e aldeias portuguesas, no pós-25 de Abril de 1974.

Em “Prazer, camaradas!” faz-se uma dramatização da memória, através de um conjunto de histórias passadas logo após o 25 de Abril, contadas por portugueses e estrangeiros que as viveram, ou que passaram por situações semelhantes, mas assumindo a idade que têm hoje.

A programação do 63.º Festival de Cinema de Londres inclui ainda outros dois filmes portugueses: “Vitalina Varela”, de Pedro Costa, e "Les Extraordinaires Mésaventures de la Jeune Fille de Pierre", de Gabriel Abrantes.

“Vitalina Varela”, que venceu este mês o Leopardo de Ouro no Festival de Cinema de Locarno, integra a secção Dare, na qual são exibidos “filmes que fazem o espectador sair da sua zona de conforto”.

O filme conta a história de uma mulher cabo-verdiana, Vitalina Varela, que viveu grande parte da vida à espera de ir ter com o marido, Joaquim, emigrado em Portugal. Sabendo que ele morreu, Vitalina chegou a Portugal três dias depois do funeral do marido.

Em Locarno, o filme arrecadou ainda o prémio de melhor interpretação feminina. A protagonista, Vitalina Varela, foi também distinguida com o Prémio Boccalino d'Oro para melhor atriz.

"Les Extraordinaires Mésaventures de la Jeune Fille de Pierre", que teve estreia em maio no Festival de Cinema de Cannes, em França, e venceu em julho o prémio de Melhor Ficção do festival Curtas de Vila do Conde, é exibido na secção Laugh, dedicada ao “humor em todas as suas formas”.

O filme, que combina animação e imagem real, foi rodado dentro do Museu do Louvre, em Paris, palco de uma ficção em que as obras de arte ganham vida, assim que as portas fecham. Uma banal escultura de uma jovem rapariga, ignorada pelos visitantes por estar ao lado da Vitória da Samotrácia, decide sair e conhecer a vida fora do museu.

0 63.º Festival de Cinema de Londres decorre de 2 a 13 de outubro.

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