Excertos do filme, com estreia marcada para 12 de junho no canal de cabo norte-americano CBS Showtime, mostram Putin ao volante de um automóvel, no Kremlin (sede da presidência russa) e numa das suas residências, respondendo a perguntas do cineasta, três vezes vencedor de um Oscar.

Oliver Stone pergunta ao presidente russo se, enquanto antigo agente do KGB, despreza Edward Snowden por ter divulgado documentos secretos.

Snowden “não é um traidor” e “não deu nenhuma informação a outro país que possa prejudicar o seu povo”, respondeu Putin, através de um intérprete.

Mas, quando Stone lhe pergunta se está de acordo com as ações do ex-analista informático da Agência de Segurança Nacional (NSA), o presidente russo responde “não”.

“Penso que não devia tê-lo feito. Se não gostava de alguma coisa no seu trabalho, devia ter-se simplesmente demitido”, afirmou Putin, acrescentando que o Snowden agiu “mal”.

Oliver Stone, considerado um cineasta antissistema, estreou em 2016 o documentário “Snowden”.

Frequentemente interessado por questões políticas, Stone filmou nomeadamente a trilogia presidencial “JFK” (1991), “Nixon” (1995) e “W.” (2008), a série documental “A História Não Contada dos Estados Unidos” (2012-2013) e os documentários “Comandante” (2003), sobre Fidel Castro, e “Ao Sul da Fronteira” (2009), com entrevistas a Hugo Chávez, Cristina Kirchner e Rafael Correa.

Oliver Stone anunciou em 2014 que queria fazer um filme sobre Putin, com base numa série de entrevistas.

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