Harvey Weinstein tem sido produtor e distribuidor de todos os filmes de
Quentin Tarantino, inicialmente através da Miramax e depois por via da The Weinstein Company (TWC), tendo o realizador de
«Pulp Fiction» conquistado a pulso o direito de manter os seus filmes livres das célebres interferências na montagem final que valeram ao primeiro o cognome de «Harvey Scossorhands».

Só que
«Inglorious Basterds – Sacanas sem Lei», o seu mais recente filme, que estreou a semana passada no Festival de Cannes, tem o financiamento e a produção divido a meias entre a TWC e a Universal, e esta última não parece ter ficado muito impressionada com a reacção à exibição da película no certame.

Assim, a Universal terá convencido o realizador a voltar à mesa de montagem e a retrabalhar um pouco mais o filme antes da sua estreia alargada no final de Agosto. Tarantino desdramatizou o incidente, sublinhando que o objectivo é apenas de «fazer alguns ajustes, que podem incluir adicionar uma cena». Quanto à duração de cerca de duas horas e meia, o realizador de
«Cães Danados» recorda que ela está bem abaixo daquela que ele tinha sido contratualmente obrigado a cumprir, de 2 horas e 48 minutos, sob risco de perder o direito à montagem final.


«Inglorious Basterds – Sacanas sem Lei»
é um filme que cruza elementos do «western spaghetti» com uma história da Segunda Guerra Mundial, sobre um grupo de soldados norte-americanos judeus em luta brutal contra os nazis. Apesar de nomes como
Brad Pitt,
Michael Fassbender e
Mike Myers no elenco, foi o relativamente desconhecido actor austríaco
Christoph Waltz a conquistar o troféu de Melhor Actor no Festival de Cannes, pelo papel do romântico e sinistro oficial nazi Hans Landa.

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