Tanto no cinema como na televisão, no segundo caso como produtor, não falta trabalho a Ridley Scott.

Ainda assim, não tem nenhum interesse em fazer filmes de super-heróis e nem sequer é por falta de oportunidade.

"Os filmes de super-heróis não são o meu género - é por essa razão que nunca fiz um. Já me ofereceram várias vezes, mas não consigo acreditar no irrealismo ténue e estreito da situação do super-herói", contou o cineasta de 79 anos durante um encontro com a imprensa, que incluía o Digital Spy.

"Já fiz esse tipo de filme - na realidade, quando se pensa nisso, "Blade Runner" [1982] é um comic, é uma história sombria contada num mundo irreal. Quase se podia colocar o Batman ou o Super-Homem nesse mundo, nessa atmosfera, excepto que eu teria uma boa história, por oposição a história nenhuma!", acrescentou.

Apesar de já ter passado por todos os géneros e desde o cinema com poucos recursos aos blockbusters,  Ridley Scott não está otimista com o futuro, defendendo que "o cinema, sobretudo, está muito mal" e admitindo que está "preocupado" com o seu futuro.

"Quero continuar a fazer cinema e espero que não afete aqueles entre nós que continuam a fazer filmes inteligentes. Tenho esperança que não me afete.", concluiu.

O último filme de Ridley Scott foi "Perdido em Marte" em 2015, mas o próximo, "Alien. Covenant", estreia já em maio: trata-se de uma sequela de "Prometheus" (2012), novamente no mundo que criou com "Alien, O Oitavo Passageiro" (1979).

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