Scarlett Johansson decidiu abandonar um projeto que levantou controvérsia por pretender interpretar uma personagem transexual.

Apenas a 2 de julho foi anunciado que seria a estrela de "Rub & Tug", um filme biográfico sobre Dante "Tex" Gill, importante figura transexual do submundo de Pittsburgh na década de 70 por gerir uma rede de salões de massagens que era uma fachada para a prostituição.

As redes sociais encheram-se de críticas e piadas à escolha, defendendo que a rara oportunidade devia ser dada a um ator transexual. Outros defenderam a escolha de Johansson, dizendo que a sua profissão é representar pessoas diferentes de si.

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Através de um porta-voz, a atriz reagiu à polémica que estava a crescer com uma resposta que, fazendo referência a outros atores que intepretaram personagens transexuais, acabou por incendiar ainda mais os ânimos dos que a criticaram: "Digam-lhes que se podem dirigir aos representantes de Jeffrey Tambor, Jared Leto e Felicity Huffman para obter reações".

Agora, Scarlett Johansson optou por recuar e fazer um "mea culpa".

"A nossa compreensão cultural das pessoas transexuais continua a evoluir e aprendi muito com a comunidade desde que fiz a minha primeira declaração sobre o meu 'casting' e percebi que era insensível. Tenho grande admiração e amor pela comunidade transexual e estou grata peka continuação do debate sobre inclusividade em Hollywood. De acordo com a GLAAD, os personagens LGBTQ + caíram 40% em 2017 em relação ao ano anterior, sem representação de personagens transgénero em qualquer filme lançado pelos grandes estúdios", declarou à Out Magazine.

"Teria adorado a oportunidade de trazer à vida a história e a transição de Dante, mas entendo por que muitos acham que ele deveria ser retratado por uma pessoa transexual, e agradeço que este debate, embora controverso, tenha estimulado um debate mais amplo sobre diversidade e representação no cinema.", continua o comunicado.

Fica por esclarecer em que posição fica "Rub and Tug" com a saída da estrela principal que lhe daria visibilidade comercial. O realizador era Rupert Sanders, o mesmo de "Ghost in the Shell - Agente do Futuro" (2017), muito criticado por ter colocado precisamente a atriz no papel de Motoko Kusanagi e Major, visto por muitos como uma personagem oriental.

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