O primeiro "Avatar" tinha 162 minutos e a confiar no "aviso" de James Cameron, os fãs devem esperar uma duração ainda maior da sequela "Avatar: O Caminho da Água", que chegará aos cinemas a 15 de dezembro.

"Não quero ninguém a choramingar sobre a duração quando as pessoas se sentam e fazem maratonas [televisivas] durante oito horas... quase posso escrever esta parte da crítica, 'O filme de três horas agonizantemente longo ...' Deixem-me em paz. Eu vi os meus filhos a sentarem-se e consumirem cinco episódios de uma hora de seguida", disse numa nova entrevista à revista britânica Empire.

O realizador não sabe o que é fazer um filme (de ficção) com menos de duas horas desde o primeiro "Exterminador Implacável" em 1984: por exemplo, "Titanic", o seu triunfo nos Óscares, chegava aos 195 minutos.

O realizador não faz nenhuma proposta para os espectadores aguentarem pelo menos três horas numa sala de cinema, mas oferece pistas: "Aqui está a grande mudança de paradigma social que precisa acontecer: não faz mal levantar-se e ir fazer xixi".

"Avatar: O Caminho da Água"

O grande especial da Empire tem outra revelação surpreendente: "Avatar: O Caminho da Água" foi rodado em conjunto com "Avatar 3", que deverá chegar aos cinemas em 2024, mas afinal, Cameron pode deixar o mundo de Pandora e confiar "Avatar" 4 e 5 a outro realizador.

Com 67 anos, o realizador está a pensar noutros projetos, já que não dirige um filme de ficção precisamente desde o primeiro "Avatar" em 2009, passando mais de uma década a criar as sequelas.

“Os filmes 'Avatar' tipo que consomem tudo. Tenho algumas outras coisas que também estou a desenvolver que são emocionantes. Acho que com o tempo – não sei se depois do '3' ou '4' – vou querer passar o bastão para um realizador em quem confie para assumir o controlo para que eu possa fazer outras coisas em que também interessado. Ou talvez não. Não sei", explicou.

"Tudo o que preciso dizer sobre família, sustentabilidade, clima, mundo natural, os temas que são importantes para mim na vida real e na minha vida cinematográfica, posso fazê-lo nisto. Fiquei mais animado à medida que avançava", acrescentou, garantindo que o quarto filme é "brutal" (uma tradução mais amansada do que o palavrão inglês) e que espera que seja feito, mas isso depende "das forças do mercado".

"O terceiro está feito, portanto vai ir independentemente de tudo. Espero realmente que consigamos fazer o quatro e cinco porque, no final de contas, é uma grande história", concluiu.

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