A ficção científica é uma gigante caixa de brinquedos, cheia de planetas distantes, naves espaciais, robôs, "gadgets" e um botão luminoso capaz de ativar a destruição total.

A Ovelha Choné vai chafurdar nessa caixa, criar diversão e, ao contrário da nossa moral e seriedade social e humana, vai carregar no botão. E não importa se o caos se vai estender à quinta onde vive com o resto do rebanho e o cão Bitzer, ou a outra galáxia!

Em "A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca", a dimensão do estrago é épica, cinemática e um regalo para os olhos. E desta vez a culpa nem é da pequena endiabrada, mas de LU-LA, uma extraterrestre elástica, veloz e versátil (desafio único de animação "stop-motion" dos estúdios Aardman), com talentos psiônicos, que vai parar inesperadamente à quinta Mossy Bottom.

Longe do seu planeta, perseguida por uma organização secreta, precisará do apoio engenhoso e divertido dos animais da quinta para se salvar. E à conta desta adorável criatura, Choné tem aqui o mesmo papel que Woody desempenha em "Toy Story 4": quase como um sinal dos tempos, de maturação, torna-se também o “irmão mais velho”.

Ele, que na série televisiva passa os episódios a lutar contra as regras autoritárias do cão pastor Bitzer, tem agora de crescer e deixar algumas travessuras de lado. Porque a qualquer ínfima chance, LU-LA espalhará o armagedão... nem que seja com um simples arroto.

Chorrilho de gags de comédia física e "easter eggs" ao universo "sci-fi", este filme realizado pela dupla Will Becher e Richard Phelan é um deleite para pequenos e graúdos.

Se os adultos podem passar o filme divertidos a identificar as homenagens que se sucedem a "2001: Odisseia no Espaço", "Alien", "Contacto", "Dr.Who" (e os daleks), "Encontros Imediatos do Terceiro Grau", "E.T.", "Exterminador Implacável, "A Guerra das Estrelas", "Guerra dos Mundos", "À Boleia Pela Galáxia", "Star Trek", "O Primeiro Encontro", "Robocop", entre outros (ufa!), os mais pequenos vão adorar a comédia "chaplinesca", sem diálogos, de uma fantástica assertividade e economia de ações, que provoca emoções e solidez narrativa graças apenas à magia dos movimentos e montagem.

Todos juntos, vão celebrar o espírito de aventura. Porque Choné é universal na sua linguagem e coração puro, mas cheio de malandrice.

"A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca": nos cinemas a 12 de dezembro.

Crítica: Daniel Antero

Trailer:

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