Entre 9 e 12 de abril, sob o mote “Venham Mais Dez”, a Casa da Música proporciona vários concertos fora e dentro das suas instalações com, essencialmente, o seu Serviço Educativo e os Agrupamentos Residentes, nomeadamente a Orquestra Sinfónica do Porto, Remix Ensemble, Orquestra Barroca e Coro, afirmou o diretor artístico, António Jorge Pacheco.

Ao longo destes dez anos, a Casa da Música recebeu 4.538.180 visitantes, organizou 408.860 visitas guiadas, acolheu 2.083.065 espectadores e participantes, realizou 2.358 concertos e fez 13.330 atividades culturais.

“As pessoas poderão inscrever-se numa visita guiada ou deambular pelo edifício livremente, assistir aos ensaios dos concertos e visualizar um filme institucional e exposições sobre os dez anos da Casa da Música com uma seleção de imagens”, explicou.

As comemorações começam dia 9 de abril, mas a música só se fará ouvir dia 10 com um concerto de órgão nos Clérigos e terminará dia 12 com a Orquestra Jazz de Matosinhos com Kurt Rosenwinkel.

António Jorge Pacheco explicou que estas celebrações querem “ilustrar os elementos mais distintivos” da Casa da Música que está aberta a todos os géneros musicais.

Segundo o diretor artístico, nos últimos anos, devido aos constrangimentos económicos, nomeadamente aos 30% de corte das transferências do Estado, a Casa da Música teve de se adaptar e encontrar novas formas de interação com promotores.

“Os cortes orçamentais obrigaram-nos a sacrificar a programação, a internacionalização e a equipa”, frisou o presidente do Conselho de Administração José Manuel Dias da Fonseca.

Esta situação obrigou a casa a um reforço de criatividade “muito grande” e a fazer mais parcerias com entidades externas, mas isto é um processo de transição para uma nova etapa no futuro, considerou.

“Esperamos que num quadro mais favorável, tanto para o Estado como para o setor privado, seja possível recuperar níveis de programação mais ambiciosa”, salientou José Manuel Dias da Fonseca.

Apesar disso, o presidente do Conselho de Administração realçou que a casa manteve um “nível de qualidade muito alto” porque tem “grande potencial” e tem sabido “aplicar bem” o dinheiro proveniente do Estado, mecenas, empresas privadas e público.

“Para os próximos dez anos é importante continuar este projeto, manter este clima de sustentabilidade, fazer crescer equipas e equipamentos residentes, reforçar a capacidade de internacionalização e continuar a integração na cidade e no país”, entendeu.

No mês de maio, a Casa da Música dedica a sua programação à primavera e aos 102 anos da pianista Helena Sá e Costa.

Em junho, homenageia-se Bernardo Sassetti, festeja-se a noite de São João e o Dia Mundial da Criança.

@Lusa

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