O concerto, que encerra a exposição patente naquele teatro, dedicada ao escritor José Manuel Couto Viana, é constituído por coros de Verdi, provenientes das suas óperas, como o famoso coro dos escravos hebreus, de "Nabucco", e também temas de algumas zarzuelas como a da “La Vebena e la Paloma”, de Tomas Breton.

O coro dos escravos hebreus, do terceiro ato da ópera “Nabucco”, estreada em 1842, tornou-se um canto de intervenção do nacionalismo italiano, em defesa da unificação da Península Itália, sob a coroa dos Saboia, e como protesto pelo domínio dos Habsburgos no norte do país.

Desta mesma ópera será interpretada a cavatina "Sperate o figli", sendo solista o baixo André Henriques, e “È l'Assiria una regina".

Do programa do concerto marcado para as 16:00, consta ainda, de Verdi, o coro de demónios e anjos, “Tu sei bella”, da ópera “Joana d’Arc”, "O Signore dal tetto natio", da ópera “I Lombardi alla prima crociata”, o coro das bruxas “Che faceste? Dite su!” e o coro dos refugiados escoceses, "Patria oppressa", da ópera “Macbeth”, e ainda o “Coro di Zingarelle”, de "La Traviata", sendo solistas a soprano Cristina Navarro e o barítono Yoann Auboyneau.

O programa completa-se com as seguidilhas “Por ser la virgen de la Paloma”, de “La Vebena e la Paloma”, a "Mazurca de las Sombrillas", da zarzuela “Luisa Fernanda", de Federico Moreno Torroba, e a valsa peruana “La Flor de la Canela", de Chabuca Grande.

Fundado em janeiro de 2011 pelo maestro Nuno Margarido Lopes, que o dirige neste concerto, o Coro Juvenil de Lisboa, é residente do Teatro Nacional de S. Carlos.

Segundo nota da Fundação Inatel, proprietária do Teatro da Trindade, o coro “desenvolve uma temporada variadíssima e investe na formação de jovens coralistas, na aprendizagem de técnica e novo repertório, orientando-os de forma inteiramente voluntária, dando-lhes oportunidade de colaborar com diversas orquestras, maestros e solistas nacionais”.

No ano passado, o coro apresentou-se em concerto com o maestro João Paulo Santos e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, nos Festivais de Outono, no Teatro Aveirense, com o ator João Grosso, e no grande auditório da Culturgest, em Lisboa.

Este ano atuou no Teatro Nacional de São Carlos com a soprano Elisabete Matos, no Festival Terras Sem Sombra, no Baixo Alentejo, e em novembro vai regressar à música de Giuseppe Verdi num concerto na Culturgest. Em dezembro apresentará o concerto "Do Oriente ao Ocidente" com música japonesa e chinesa no auditório da Fundação Oriente, em Lisboa.

Giuseppe Verdi, o compositor da unificação italiana e de óperas como “Otello”, "Alzira", "I Vespri Siciliani", “Rigoletto”, “O Trovador”, “Um baile de máscaras”, “Luisa Miller”, “Falstaff” e “A força do destino”, nasceu a 10 de outubro de 1813, em Roncole, no ducado de Parma, no norte de Itália.

Mais de 90% da obra de Verdi é operática, mas compôs ainda Seis Romanças, em 1838, um Requiem em memória do escritor Alessandro Manzoni, em 1874, e quatro peças sacras, em 1898.

No início da década de 1870, Verdi compôs ainda um quarteto de cordas - o Quarteto em Mi menor -, a sua única obra para conjuntos de câmara.

Além da produção artística e do empenho político, Verdi preocupou-se com os artistas retirados de cena e criou a Casa do Artista, que ainda hoje funciona, nos arredores de Milão.

O compositor morreu em Milão, em 1901.

@Lusa

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