“Mudam-se os tempos…” é o mote d’Os Dias da Música, orçados em 500 mil euros, com uma agenda de 63 concertos em diferentes espaços do CCB, apresentando concertos sinfónicos, de câmara, de música antiga, e de jazz, e o espaço “aqui há conversa”.

Em declarações à Lusa, Leal Coelho destacou “a forte presença de instrumentistas e agrupamentos portugueses”, entre eles, os Sete Lágrimas, a Camerata Atlântica, o DSCH - Shostakovich Ensemble, a Camerata Alma Mater e as orquestras Sinfónica Portuguesa, Metropolitana de Lisboa e Sinfónica Juvenil.

Os Músicos do Tejo, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a orquestra Divino Sospiro, o Coro do Teatro nacional de S. Carlos - a festejar 70 anos -, são outros participantes nacionais ao lado, entre outros, dos pianistas António Rosado e Jorge Moyano, do barítono Rui Baeta, e do trompista Abel Pereira.

Do programa fazem parte “obras que marcaram a História da Música e os movimentos artísticos da posteridade” como por exemplo as Variações Goldberg de Johann Sebastian Bach, as últimas obras de Beethoven, nomeadamente a Grande Fuga e a Sonata para Piano op. 111, a Sonata em Si menor de Franz Liszt, as Sinfonias n.ºs 1 e 7 de Gustav Mahler, ou as Vésperas para a Beata Virgem, de Claudio Monteverdi, o explicou Leal Coelho.

O responsável destacou também a presença do jazz, com concertos como o dos Desbundixie com a Big Band Junior e até a influência deste “ritmo novo na época do seu aparecimento nos Estados Unidos” em compositores como Maurice Ravel e George Gershwin.

A programação dos Dias da Música assinala os 40 anos do 25 de Abril, mas também os cem anos da Grande Guerra de 1914-18, os 75 do início da II Guerra Mundial, os 200 anos do termo das Invasões Francesas (1807-1814).

Ainda sob o mesmo lema, evoca igualmente efemérides relativas a compositores, nomeadamente, os 300 anos do nascimento de Carl Philipp Emanuel Bach, os 250 da morte de Jean-Philippe Rameau e os 150 anos do nascimento de Richard Strauss.

“A proposta é passar um fim de semana coma família ouvindo todo o tipo de música inspirada na grande História, a música que moveu revoluções, a música de homens que mudaram o mundo e compositores que marcaram a história do mundo”, rematou o administrador do CCB, Miguel Leal Coelho.

Da programação assinala-se ainda a estreia de três peças de compositores nacionais, duas delas, “Verdiana”, de Alexandre Delgado, e “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar”, de Nuno Côrte-Real, por encomenda do CCB e “por um feliz acaso” a composição “Hukvaldi Trio”, de Sérgio Azevedo, pelo Trio Pangea.

Questionado pela adesão do público, Leal Coelho afirmou-se “confiante na compra de bilhetes em cima do acontecimento, que tem sido um hábito recente no CCB”, mas afirmou que “as vendas estão a correr bem e com níveis de ocupação acima do previsível, e no mínimo ficará pelos números do ano passado”.

Na edição do ano passado, foram vendidos 21.000 bilhetes dos 27.168 disponíveis, tendo a taxa de ocupação das salas rondado os 79%, segundo dados divulgados o ano passado a meio do último dia do certame.

@Lusa

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