O concerto "O Sagrado e o Profano: Aliterações Húngaro-Portuguesas" vai decorrer a partir das 21:30, na igreja matriz de Santa Maria da Feira, refere o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB), o organizador do festival.

Segundo o DPHADB, o concerto "põe em destaque um património europeu comum" a Portugal e Hungria, países "unidos por laços plurisseculares, entre os quais se destaca a herança do Cristianismo".

No concerto, o ensemble, sob a direção do maestro britânico Jonathan Ayerst, vai interpretar peças musicais de Béla Bartók, "um dos compositores mais originais e mais versáteis da primeira metade do século XX", e dos compositores João Lourenço Rebelo, Pêro de Gamboa e Manuel Cardoso, que marcaram a polifonia portuguesa dos séculos XVI e XVII.

Fundado em 2011, o Capella Duriensis, ensemble residente na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, inclui, habitualmente, na sua agenda, a preparação de cantores portugueses para o nível profissional da performance musical.

No âmbito do programa de preservação da biodiversidade, o festival promove no domingo, a partir das 10:00, uma ação dedicada ao montado de azinho, um ecossistema "considerado pelos especialistas como uma barreira de primeira ordem ao avanço da desertificação em Portugal", mas que "precisa de medidas de incentivo à sua defesa".

Durante a ação, músicos e organizadores do Terras sem Sombra, autarcas, dirigentes associativos e membros da comunidade local vão visitar explorações agro-silvo-pastoris associadas ao Sítio da Rede Natura Guadiana para conhecerem as boas e más práticas na poda da azinheira e identificarem os diferentes sistemas pecuários e os respetivos efeitos no montado.

Atualmente, o montado de azinho está "em franca regressão", devido a "más práticas culturais, problemas fitossanitários e perda de vitalidade económica", que se traduziram "na diminuição de mais de 10.000 hectares" de povoamentos de azinheiras nos últimos 15 anos, refere o DPHADB, frisando que "a situação pode tornar-se catastrófica e é urgente invertê-la".

A edição deste ano do Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo Terras sem Sombra decorre até 05 de julho com um espetáculo dramático e concertos gratuitos em igrejas do Alentejo e ações associadas à biodiversidade alentejana nas manhãs dos dias a seguir aos espetáculos.

O programa do festival inclui também a conferência "A violeta: Perenidade de um Instrumento Injustiçado", dia 31 deste mês, em Beja, e a entrega do Prémio Internacional "Terras sem Sombra", a 05 de julho, em Sines.

A edição deste ano do festival, com o tema "Metáforas do Infinito - A Espiritualidade nas Polifonias dos Séculos XI-XX", é dedicada ao primeiro bispo de Beja, Frei Manuel do Cenáculo, que morreu há 200 anos, e assinala o 30.º aniversário do DPHADB.

@Lusa

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