A OCS, herdeira da Orquestra do Algarve (OA), estreia-se na sexta-feira, em Tavira, sob a direção Cesário Costa, que é o seu diretor artístico e maestro titular, sendo solista o violoncelista Bruno Borralhinho. Tem um orçamento de funcionamento de 1,2 milhões de euros, sendo o da programação artística de 200 mil euros, disse à Lusa fonte da direção da OCS.

Falando aos jornalistas, Cesário Costa salientou que a ação da OCS “não se limita à temporada de concertos, visa criar oportunidades numa perspetiva a médio e longo prazo, e a criação de parcerias, consolidando a programação e atividades da [extinta] OA no Algarve e na Andaluzia”, no sul de Espanha.

O maestro disse que o novo modelo permite alargar o território de atuação, incluindo o Algarve, Alentejo, Península de Setúbal e Andaluzia, assim como procurar parcerias nomeadamente com a Universidade de Évora.

No âmbito dos potenciais públicos Cesário Costa salientou a experiência da OA, realçando “a importância dos estrangeiros residentes no Algarve, que são um público regular dos concertos”.

Entre os projetos hoje apresentados, Cesário Costa referiu uma digressão a Angola, no próximo ano, e o dos “embaixadores”. Os "embaixadores" são “personalidades de reconhecido mérito nas suas áreas profissionais” que irão trabalhar com a OCS.

Os primeiros embaixadores são o músico alentejano António Zambujo, o poeta e ensaísta algarvio Nuno Júdice e o escritor e político andaluz José Juan Díaz Trillo.

Entre as várias iniciativas previstas conta-se um concurso internacional de Jovens Maestros, um concurso para Jovens Solistas, destinado aos estudantes do sul de Portugal e de Espanha, e um “atelier” para novos compositores dirigido por António Pinho Vargas, a quem a OCS encomendou uma peça que será estreada nesta temporada.

A OCS manterá os Concertos Promenade, “uma tradição da OA”, como disse Cesário Costa, realizará também concertos pedagógicos nas escolas e para o público juvenil, e um estágio para alunos da Universidade de Évora.

A orquestra tem também previstos ciclos de música sacra, com o Messias de Haendel, o Magnificat, de Bach, e o Stabat Mater, de Pergolesi, de música barroca, um dirigido aos espaços monumentais algarvios, um outro, intitulado “mapa-mundi”, em parceria com os consulados registados no Algarve, que são cerca de 30, disse Costa. Está igualmente previsto um outro ciclo dedicado à música americana com a participação da Orquestra de Jazz do Algarve.

Além da recuperação do espólio musical da Casa de Bragança, existente no respetivo Palácio em Vila Viçosa, a OCS propõe-se trazer à luz do dia obras orquestrais de compositores nacionais existentes na Biblioteca Pública de Évora.

No verão, a OCS tem projetados concertos com Ana Moura, António Zambujo e Luísa Sobral.

Cesário Costa afirmou que todos estes projetos são “com os pés assentes na terra” e que esta “é uma programação realista”.

“Temos condições para desenvolver estes projetos”, disse Cesário Costa, que realçou a abertura de várias autarquias portuguesas e também a “abertura das autoridades espanholas”.

@Lusa

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