Segundo o próprio, a saída dos Red Hot Chili Peppers já havia sido decidida há mais de um ano, quando a banda estava parada por tempo indefinido. “Muito simplesmente, os meus interesses levaram-me numa direcção diferente”, justificou. “Neste momento, estou mais interessado em fazer um tipo diferente de música, sozinho”.

O músico revela ainda que se tratou de uma saída pacífica, não envolvendo quaisquer dramas ou desavenças com Antony Kiedis, Flea ou Chad Smith, que se mostraram, aliás, “muito compreensivos”.

“Adoro a banda e aquilo que fizemos. Compreendo e aprecio que o meu trabalho com eles represente muito para muitas pessoas, mas tenho que seguir os meus interesses”, esclarece.

“Para mim, a arte nunca foi algo para fazer por obrigação. É algo que se faz porque é divertido, excitante e interessante. Ao longo dos últimos 12 anos, mudei – como pessoa e como artista – de tal forma que continuar a trabalhar nos moldes em que trabalhava na banda seria ir contra a minha natureza. Simplesmente tenho de ser quem sou, e fazer o que tenho a fazer”, acrescentou, despedindo-se com “amor e gratidão para todos”.

Recorde-se que esta não é a primeira vez que Frusciante se afasta da banda. Em 1992, após a digressão de promoção ao aclamado “Blood Sugar Sex Magic” (1991), o guitarrista abandonou os Red Hot Chili Peppers, regressando apenas em 1998 para substituir Dave Navarro, aquando da edição do álbum “Californication”.

Com o 10º disco de originais, “The Empyrean”, já editado, Frusciante deverá ser substituído por Josh Klinghoffer – guitarrista que acompanhou o grupo californiano na sua última digressão.

Sara Novais

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