Ao lado dos Anathema e My Dying Bride, os Paradise Lost ajudaram a estabelecer as estruturas para o doom/death britânico na viragem dos anos 80 para os 90 e, com o marcante “Gothic”, tema-título do segundo disco da banda de Halifax, acabaram por servir de inspiração à tendência do metal gótico, dando origem a todo um sub-género que, mais de duas décadas depois, continua a encantar plateias pelo mundo fora.

Nick Holmes, Gregor Mackintosh, Aaron Aedy e Steve Edmonson nunca pareceram, no entanto, interessados em estagnar e, enquanto os clones se iam acumulando à sua volta, a banda britânica continuou a expandir a sua sonoridade até atingir patamares que ninguém se teria atrevido a vaticinar, quando lançaram a estreia “Lost Paradise”, em 1990. Ao quarto álbum, o clássico “Icon”, de 1993, começaram a crescer e, apoiados em “Draconian Times”, editado dois anos depois, atingiram um patamar de sucesso sem precedentes, transformando-se numa das mais bem sucedidas bandas da sua geração. A partir daí têm estado em constante viagem por uma montanha-russa que não parece ter fim, com todos os altos e baixos que uma experiência deste género implica. Depois de ter assinado o seu maior sucesso comercial, o grupo sentiu-se encurralado e deu um passo ao lado, explorando uma vertente mais eletrónica. A sequência formada por “One Second”, “Host” e “Believe In Nothing” dividiu a base de fãs, mas conseguiu torná-la simultaneamente mais abrangente e diversificada. Feitas as pazes com o passado, o quinteto ensaiou então um regresso ao ambiente sorumbático de que nasceu, em 1988. “Symbol Of Life” deu início ao processo, com “Paradise Lost”, “In Requiem”, “Faith Divides Us – Death Unites Us” e “Tragic Idol”, de 2005, 2007, 2009 e 2012, respetivamente, a mergulharem cada vez mais fundo nesse poço de escuridão.

Apoiado numa formação invulgarmente sólida – só houve mudanças ao nível da bateria, contando agora com Adrian Erlandsson, também dos At The Gates e The Haunted, atrás do kit –, o coletivo britânico soube como não se transformar numa paródia dele próprio e, entre reinvenções e saltos de fé, manteve estoicamente a sua posição como um baluarte da música pesada pintada em tons de cinzento.

Os Paradise Lost juntam-se, no cartaz do evento, a nomes como Kreator, Opeth, Gojira, Epica, Annihilator, Soilwork, Behemoth, Sylosis, The Haunted, Angelus Apatrida, Vita Imana, Kandia, Requiem Laus, Gates Of Hell, The Quartet Of Woah! e Murk, entre outros.

O Vagos Open Air regressa à Quinta do Ega, em Vagos, entre os dias 8 e 10 de agosto. Os bilhetes para o festival já estão à venda nos locais habituais e custam entre €25 (bilhete diário, 10 de agosto), €32 (bilhete diário, 8 e 9 de agosto) e €65 (passe três dias).

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