A plataforma ‘online’ OpusPausa (veja aqui) foi fundada em julho por Leonel Andrade, Mariana Rodrigues, Matilde Andrade, Matilde Freiria e Rita Miragaia, cujos percursos musicais foram iniciados no Conservatório de Música de São José da Guarda e que, atualmente, prosseguem a atividade em diversas áreas musicais.

Segundo os promotores, o projeto tem como objetivo principal “divulgar os jovens músicos do distrito da Guarda, na tentativa de combater a latência” que existe na área profissional.

“A OpusPausa pretende fomentar a comunicação entre músicos - sejam estes criadores, intérpretes e ou investigadores - e programadores culturais, com vista à criação de novas oportunidades, para que aqueles que por cá nasceram, cresceram e/ou se formaram, possam ter palco e perspetivas de trabalho futuras neste meio tão precário e esquecido”, adiantaram os responsáveis à agência Lusa.

Os impulsionadores do projeto acrescentam que “existem muitos e bons músicos de proveniência de todos os cantos do distrito”, porém, muitos deles “raramente retornam ou exercem a sua profissão na Guarda”.

“Esta plataforma é um passo na esperança de mudar essa realidade e de tornar a programação cultural e artística mais dinâmica, mais viva e mais presente em todo o distrito, através da mediação entre músicos e programadores. A plataforma é capaz também de promover a comunicação entre os próprios músicos que, por serem naturais de diferentes pontos do distrito, de terem idades diferentes e de nunca se terem cruzado profissionalmente, se desconhecem”, rematam.

A OpusPausa começou com 39 jovens artistas, mas “está em crescimento, contando com alguns músicos cujas páginas estão em construção e serão brevemente lançadas na plataforma e apresentadas nas redes sociais”.

Os profissionais estão distribuídos pelas categorias composição, direção, etnomusicologia, formação musical, musicologia, produção musical e os diferentes instrumentos (acordeão, clarinete, eufónio, fagote, guitarra, oboé, percussão, piano, saxofone, viola d’Arco e violino) e voz.

A cada artista presente na plataforma é dedicada uma página com uma fotografia, uma biografia e o contacto e, em alguns casos, projetos, vídeos e gravações.

Apesar de o projeto ainda se encontrar numa fase inicial, os promotores referiram à Lusa que estão a ter “reações positivas por parte do público, dos músicos e de algumas entidades e associações”.

Os responsáveis admitem que a iniciativa pode ser relevante numa altura em que a Guarda prepara a candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Ressalvando que a OpusPausa surge “de um movimento informal que não pretende, de modo nenhum”, associar-se à candidatura, entendem que a plataforma “pode constituir um apoio ao trabalho dos programadores da ‘Guarda 2027’ e, ao mesmo tempo, chamar a atenção para os jovens músicos da região, que tendencialmente são mais desconhecidos e cujo trabalho importa ser considerado”.

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