A Associação da Amizade e das Artes Galego-Portuguesa (AAAGP) vai voltar a estar presente no evento e vai levar 29 artistas, incluindo "cerca de 20 portugueses", disse à Lusa Conceição Ruivo, presidente da direção da AAAGP.

"Participar num salão no Carroussel du Louvre é dignificante e é uma mais-valia para o currículo artístico. As expectativas são altas. Nós gostaríamos muito de continuar em França, e em Paris mesmo, e que a nossa associação pudesse fazer exposições itinerantes. Gostaria muito de continuar em solo francês", afirmou a também curadora e artista.

O salão vai acontecer ao lado do Museu do Louvre, nas galerias que se encontram junto da famosa pirâmide invertida, mas a 19.ª edição da feira - em que vão estar representados mais de 600 artistas e galerias - não tem o 'carimbo' daquele que é um dos museus mais visitados do mundo.

Ainda assim, para César Barros Amorim, um pintor autodidata representado pela galeria austríaca Paks Gallery, ser convidado para expor junto ao Louvre é sinónimo de prestígio e de sonho concretizado.

"Eu nasci em França, vim para Portugal com os meus pais emigrantes e nunca mais voltei. Quando comecei a pintar, em tom de brincadeira dizia que um dia, quando fosse a Paris, havia de ser para expor no Louvre. E há brincadeiras que até se tornam a sério, o que é o caricato desta história", contou o artista que assina as telas com o nome Mutes.

César Barros Amorim deu aulas de pintura na Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, onde é funcionário administrativo, e expôs na Suíça, Espanha, Milão, Londres e Frankfurt, sendo Paris "um bom passo".

"Expor no Louvre é uma coisa única. É sempre muito bom para a nossa carreira, independentemente de não viver da pintura, porque trabalho num hospital há quase 16 anos. É sempre muito bom conseguirmos internacionalizarmo-nos. Mostra que trabalhar, trabalhar e trabalhar vale a pena, sobretudo quando se é autodidata", explicou o pintor que se afirma "des-cubista" em referência às influências, na sua obra, da corrente artística do início do século XX.

Pela segunda vez consecutiva na feira vai estar o pintor Tiago Azevedo, natural dos Açores e residente em Munique, na Alemanha, que este ano já levou a Nova Iorque e a Roma as telas inspiradas nos contos dos Irmãos Grimm.

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