O Grupo Bertrand Círculo apresentou hoje os principais destaques previstos até ao final do ano pelas suas diversas chancelas, entre os quais se inclui uma biografia do escritor português e Prémio Camões 2011 Manuel António Pina, por um dos seus companheiros de longas décadas, Álvaro Magalhães, a ser publicada no fim do mês.

“Para quê tudo isto?” dá continuidade ao projeto editorial da Contraponto de biografias sobre “grandes figuras da cultura portuguesa contemporânea” escritas por autores maioritariamente ficcionistas.

A Contraponto lança também, em outubro, “A Fábrica de cretinos digitais – Os perigos dos ecrãs para os nossos filhos”, um livro da autoria do neurocientista francês Michel Desmurget, vencedor do Prémio Femina de Ensaio em 2019.

Com prefácio de Carlos Neto, especialista na área do jogo e da brincadeira e da sua importância para as crianças, este livro aborda o perigo que a exposição a monitores acarreta para o cérebro das crianças.

Outra biografia em destaque entre as novidades da Bertrand é a do escritor poeta e político italiano Dante Alighieri (1265-1321), da autoria do historiador especialista em Idade Média Alessandro Barbero, a ser publicada no dia 16 pela Quetzal.

Publicado no ano passado em Itália com “imenso sucesso”, “Dante. Uma vida” celebra a passagem de 700 anos sobre a morte do autor de “A divina comédia”, revelando aspetos da sua vida, que permanece um mistério, como a sua obsessão pela nobreza e com a guerra.

A mesma chancela traz também neste mês “uma preciosidade inédita em Portugal”, o livro “As inseparáveis”, da escritora existencialista e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1976), a história de duas amigas inseparáveis, da infância à idade adulta.

Trata-se da história ficcional de uma amizade que existiu na vida real: um romance escrito em 1954 sobre a intensa amizade que ligou Simone de Beauvoir à amiga Zaza, que conheceu aos 10 anos.

Outras apostas da Quetzal são a publicação, em setembro, de mais um livro do escritor V.S. Naipaul, “Um caminho no mundo”, e, em novembro, de Claudio Magris, “Tempo curvo em Krems”, conjunto de histórias em redor de cinco personagens que enfrentam o tempo sem medo, e de José Eduardo Agualusa, “O mais belo fim do mundo”, livro que reúne crónicas publicadas na imprensa portuguesa e brasileira entre 2018 e 2021, e que pretende mostrar o que mudou ao longo destes três anos.

Ainda voltando aos clássicos, a Quetzal vai também lançar em outubro “Bucólicas” de Vergílio – um dos grandes textos fundadores do lirismo latino -, traduzidas diretamente do latim por Frederico Lourenço, em edição bilingue e comentada, bem como “Pompeia – O tempo reencontrado”, a publicar em novembro, de Massimo Osanna, arqueólogo que esteve à frente da equipa que trabalhou no plano de intervenção de Pompeia após a derrocada, em 2010, de um dos edifícios mais emblemáticos, a Casa dos Gladiadores, e que levou à descoberta de mais obras de arte e frescos até então desconhecidos.

A Bertrand Editora vai publicar em novembro “Inadaptados: Um manifesto pessoal”, um testemunho de Michaela Coel, atriz, argumentista, cantora, poeta e dramaturga britânica, criadora e protagonista da série “I may destroy you”, que venceu os prémios BAFTA e está nomeada para os Emmy.

Michaela Coel apresenta neste livro um testemunho sobre o poder de dizer não e o poder de uma pessoa não se adaptar, que resultou de uma palestra que proferiu acerca das questões de raça, classe e género.

A editora apresenta também novos livros de Stephen King, “Se tem sangue”, um conjunto de novelas do mestre do horror, e de Miguel Esteves Cardoso, “As melhores crónicas de amor”, a serem publicados em novembro e outubro, respetivamente.

Na mesma chancela sairá ainda “Ahnenerbe: Os cientistas de Hitler”, de Eric Frattini, sobre a manipulação que os nazis fizeram para que a ciência desse sustentação à sua teoria sobre a raça superior, e “Como se fosse um romance: Uma história curiosa do cinema”, de Mário Augusto, uma pesquisa histórica guiada pela curiosidade, que retrata 125 anos da sétima arte, com ilustrações de André Carrilho, livros a saírem em outubro e novembro.

Entre os destaques da chancela Temas e debates, encontra-se “Um dia chegarei a Sagres”, da escritora brasileira Nélida Piñon, um tributo a Portugal e aos portugueses, com publicação prevista para o próximo mês, e “Condenação: A política da catástrofe”, Niall Ferguson, que parte de 2020 e transporta o leitor de continente em continente, falando das mais diversas catástrofes mundiais, de certa forma criadas pelo Homem, a ser lançado ainda este mês.

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