Bob Dylan regressa esta quarta-feira a Portugal, para concerto único na invicta no dia 1 de maio no Coliseu do Porto. "Depois de um concerto fabuloso esgotado, em Lisboa, um dos maiores cantores, compositores e escritores de todos os tempos escolhe o norte de Portugal para um espetáculo absoluto e imperdível", frisa a Everything Is New, promotora do concerto, em comunicado.

Dylan deu sete concertos em Portugal, os primeiros em 1993, no Porto e em Lisboa, e o último em 2018, na Altice Arena, em Lisboa.

O compositor e cantor norte-americano Bob Dylan, a quem a Academia Sueca atribuiu o Nobel da Literatura, é considerado um ícone, com grande influência na música contemporânea. "O seu portfólio é hoje de valor incalculável com temas como ‘Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again’, ‘Just Like a Woman’, ‘Blowin' in the Wind’, ‘The Times They are A-Changin’, ‘A Hard Rain's A-Gonna Fall’, ‘All Along the Watchtower’, ‘Mr Tambourine Man’ ou ‘Like a Rolling Stone’”, lembra a promotora em comunicado.

Em plena digressão europeia, que prossegue até 14 de julho na Irlanda, depois de voltar a passar por Espanha e por países como Noruega, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Alemanha e Reino Unido, Dylan, de 77 anos, tem apresentado alinhamentos a começar com “Things Have Changed”, de 2000, com a qual venceu o Óscar de Melhor Canção Original.

Segundo a página oficial de Dylan, que contém os alinhamentos das atuações do músico, as variações dos últimos concertos têm consistido na inclusão de “Honest With Me”, do álbum “Love and Theft”, de 2001, e na substituição de “Cry a While” por “Dignity”.

Pelo meio, ficam canções como “Simple Twist of Fate”, “Like a Rolling Stone”, “Don’t Think Twice, It’s Alright” e “Blowin’ in the Wind”, de acordo, por exemplo, com o alinhamento do concerto de segunda-feira, em Santiago de Compostela.

Em Portugal pela segunda vez desde que recebeu o prémio Nobel da Literatura, Dylan lançou, em 2017, "Triplicate", o primeiro triplo álbum de carreira, com 30 versões de clássicos da música norte-americana, mas nos últimos anos tem vindo também a publicar álbuns com gravações ao vivo de muitos dos concertos que tem dado nas últimas décadas.

A primeira vez que Bob Dylan atuou em palcos portugueses aconteceu em julho de 1993, no Coliseu do Porto (onde voltou em 1999) e no Pavilhão de Cascais, com Sérgio Godinho e a norte-americana Laurie Anderson a assegurarem a primeira parte de ambos.

Dylan foi distinguido por "ter criado novas expressões poéticas no âmbito da música norte-americana", de acordo com a secretária-geral da Academia Sueca, Sara Danius.

Muitas das obras de Dylan centram-se nas condições sociais, humanas, religião, política e amor e as suas letras têm sido continuamente publicadas em novas edições, sob o título 'Lyrics'.

O Nobel é a última das distinções atribuídas ao cantor que percorreu um longo caminho desde um início humilde como Robert Allen Zimmerman, nascido a 24 de maio de 1941, em Duluth, no Minnesota, que aprendeu sozinho a tocar harmónica, guitarra e piano.

Bob Dylan cresceu numa família judaica de classe média na cidade de Hibbing. Na adolescência tocou em várias bandas e com o tempo o seu interesse na música aumentou, especialmente pelo 'folk' e 'blues' norte-americano.

Um dos ídolos de Dylan era o cantor de música 'folk' Woody Guthrie, e também foi muito influenciado pelos autores da chamada 'Geração Beat', bem como pelos poetas modernistas.

Em 1961, Dylan mudou-se para Nova Iorque e começou a cantar em clubes e cafés em Greenwich Village. Depois de um encontro com o produtor John Hammond, assinou um contrato para o álbum de estreia, chamado 'Bob Dylan' (1962).

Nos anos seguintes, gravou vários álbuns que tiveram grande impacto na música popular: 'Bringing It All Back Home' anda 'Highway 61 Revisited', em 1965, 'Blonde On Blonde', em 1966 e 'Blood On The Tracks', em 1975.

Dylan continuou a produzir nas décadas seguintes alguns dos que são considerados os seus melhores trabalhos: 'Oh Mercy' (1989), 'Time Out of Mind' (1997) e 'Modern Times' (2006).

As digressões do músico em 1965 e 1966 atraíram enorme atenção e durante um largo período foi acompanhado pelo realizador D.A. Pennebaker, que documentou a ação em torno do palco naquele que viria a ser o filme 'Don't Look Back' (1967).

Além da produção de álbuns, Dylan publicou alguns trabalhos experimentais como 'Tarantula' (1971) e a coleção 'Writings and Drawings' (1973).

Em 2004, escreveu a autobiografia 'Chronicles', sobre os anos em Nova Iorque e sua vida no centro da cultura popular.

Desde o final da década de 1980, Bob Dylan tem efetuado várias digressões, no âmbito do 'Never-Ending Tour'. Além da música, Bob Dylan pinta e escreve argumentos.

A abertura de portas do concerto de hoje está marcada para as 19:00, com o começo agendado para as 20:00.

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