Para o próximo ano está previsto o regresso do festival Invicta.Música.Filmes, em fevereiro, assim como as celebrações sazonais como o "Rito da Primavera", "Verão na Casa", "Outono em Jazz" e "Música para o Natal", com o mês de setembro dedicado à “Música no Feminino”, no qual se vai realizar uma conferência.

“O Novo Mundo – as Américas – deram um contributo enorme para a música. Desde o sul, na Argentina, o tango, no Brasil, a bossa nova, mais a norte, a rumba e o reggae e, ainda mais a norte, o jazz e os blues. As contribuições são profundas, importantíssimas e com enorme impacto na música de hoje em dia”, afirmou o diretor artístico da Casa da Música, António Jorge Pacheco.

Naquele que é classificado como “o ano da voz” na Casa da Música, o responsável destacou as estreias em Portugal da obra “Popol Vuh”, por parte do compositor argentino Alberto Ginastera, um concerto que vai ser complementado com a “Sinfonia do Novo Mundo”, de Antonín Dvorak, logo na abertura do novo ciclo.

Na semana seguinte, será a vez de “Tehillim”, do compositor norte-americano Steve Reich, em fevereiro, do Concerto para violino e orquestra do nova-iorquino Elliott Carter, com Irvine Arditti como solista, assim como “Siddharta”, do canadiano Claude Vivier, e, em março, da Sinfonia n.º 4, de Charles Ives, que marcou a modernidade da música norte-americana, no início do século XX.

Fora do programa “Novos Mundos”, esta temporada haverá um ciclo dedicado às sete sinfonias de Tchaikovsky, e também o ciclo de “Grandes Canções Orquestrais” que propõe uma viagem através de 400 anos de música, com a Orquestra Barroca, o Remix Ensemble e a Orquestra Sinfónica, “desde Pergolesi até ao brilhante [compositor alemão] Jorg Widmann”.

“Jorg Widmann é uma das coqueluches atuais da cena musical internacional, um multitalento. Reune três disciplinas onde se tem demonstrado uma estrela internacional: é um clarinetista de eleição, um enorme compositor e [tem] uma carreira de maestro em ascendência. Estará como artista em residência nessas três qualidades, sempre com obras suas”, assegurou António Jorge Pacheco.

O responsável chamou ainda a atenção para o maestro e compositor húngaro Peter Eötvös, que, em 2014, foi artista em associação com a Casa da Música, e que vai festejar o seu 75.º aniversário com várias instituições, sendo uma delas a portuense, onde vai dirigir a Orquestra Sinfónica e o Remix Ensemble com obras suas, uma delas uma estreia.

“Temos o enorme orgulho de termos grandes compositores todos os anos, cimeiros da cena mundial. 2019 não será exceção. Temos um enorme orgulho em termos estas duas figuras de gerações e linguagens musicais muito diferentes, como são o Jorg Widmann e o Peter Eötvös”, confessou.

Além da oferta de jazz, mantém-se também o ciclo de piano, no qual se destaca o regresso do pianista russo Grigory Sokolov, um artista que, segundo o diretor artístico, “tem um estatuto tal, que escolhe quais são as salas onde vai tocar”, e que a Casa da Música tem sempre gosto em receber.

António Jorge Pacheco sublinhou também a estreia, na Casa da Música, "esperada há muito tempo", da pianista franco-georgiana Kathia Buniatishvili.

O diretor artístico enfatizou ainda o apoio que a instituição tem dado aos "jovens músicos nacionais, do pop-rock, jazz e música tradicional, com a criação do novo palco no café", confessando antever "uma temporada muito intensa e apelativa" para o próximo ano.

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