“Mais do que uma galeria, é um centro cultural”, confidencia Tessa Schack, revelando a intenção com que, juntamente com Paula e Mário Sequeira e mais dois sócios, decidiram dar uma nova vida ao espaço encerrado há sete anos.

Desde 1981 que o Centro Cultural de S. Lourenço se tornou numa referência cultural no Algarve, acolhendo regularmente exposições dos maiores nomes das artes plásticas portuguesas e internacionais - como José de Guimarães, João Cutileiro, Antoni Tàpies ou o Prémio Nobel da Literatura Günter Grass - mas a morte do seu fundador, Volker Huber, em 2004, levou ao declínio do projeto que acabou por fechar portas em 2012.

O casal Sequeira adquiriu o conjunto de casas que constituem o Centro Cultural como um projeto imobiliário, mas a experiência como proprietários da galeria de arte Mário Sequeira, em Braga, levou-os a alterar a ideia original e a unirem-se a Tessa, para reabrirem o Centro “como galeria, mas, essencialmente, como Centro Cultural aberto à comunidade”, revela Paula Sequeira à Lusa.

As diversas salas do Centro foram alvo de obras nos últimos dois anos, assim como os espaços exteriores e os jardins, que se preparam para acolher espetáculos diversos, que “fundem as várias artes”.

Acima de tudo, porém, os novos promotores procuram criar “um Centro vivido, para que as pessoas o sintam como tal”, estando prevista a criação do Grupo de Amigos do Centro, para maior interação e dinamismo.

A programação já está alinhada até ao final do ano, com exposições de diversas formas de arte moderna, “mas muito mais está a ser preparado para 2020”, quer na área de galeria como no complemento como Centro Cultural.

A primeira exposição desta nova era foi inaugurada no final de julho, com o artista inglês Jason Martin e, para 05 de outubro, está preparada a festa de apresentação da exposição do artista português Luís Coquenão, que trará também o fado a um dos três espaços exteriores.

Para Tessa este é um dos exemplos da fusão das várias outras formas de arte que irão acontecer, e uma demonstração “do que está a ser preparado para os próximos meses e para o futuro de Centro”, onde também haverá espaço para o jazz e dança contemporânea “e muito mais”.

Nas iniciativas paralelas à galeria, as atividades com crianças são uma das apostas. Numa articulação com os artistas que exponham no centro, pretende-se criar uma dinâmica de “Art & Fun”, em temas como a poluição, os mares e os plásticos, numa forma de intervenção com criatividade em alguns dos temas importantes da humanidade. A experiência, que já acontece há anos na Galeria Mário Sequeira, em Braga, deverá ter início no Centro Cultural de S. Lourenço já em Dezembro

Para os mais crescidos estão previstas palestras e 'workshops' com artistas, críticos de arte e professores, com num atitude pedagógica e formação na História da Arte mas, na calha, estão projetos que permitam fundir diversas formas de cultura “como a arte e a gastronomia ou os vinhos” ou mesmo, tendo em conta os estrangeiros residentes – e muitos antigos frequentadores do espaço – sessões para dar a conhecer a História de Portugal.

Tessa Schack era já habitual frequentadora do Centro e afirma que Mário e Paula Sequeira foram “as melhores novas aquisições” nesta fase, que só se tornou possível com a sua entrada, já que trouxeram a experiência e os contactos da Galeria em Braga e impediram que a ideia criada em 1981 tivesse terminado de vez.

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