Em cultureliveonline.com será possível assistir a concertos em direto, espetáculos de comédia, teatro, conferências e visitas a exposições e museus, pagando um bilhete de dois euros, “um preço simbólico”, explicou na terça-feira um dos criadores do projeto, Miguel Belo, numa apresentação online.

A plataforma é uma iniciativa da empresa Brain Entertainment e da bilheteira online BOL.pt e funcionará como uma plataforma que congregará artistas, produtores e salas de espetáculos que queiram fazer eventos culturais apenas online.

O projeto é anunciado numa altura em que se prepara a reabertura de salas de espetáculos, teatros, cinemas, a 1 de junho, com condições mais rígidas de segurança e higiene, e lotação reduzida, por causa da COVID-19.

A atividade cultural esteve praticamente paralisada desde março, o que levou dezenas de artistas e estruturas artísticas a recorrerem à internet, em particular às redes sociais, para mostrarem o seu trabalho ao público, na maioria dos casos de forma gratuita.

Na apresentação do projeto, Miguel Belo explicou que o objetivo da CLIVEON não é substituir os concertos ao vivo que regressarão às salas de espetáculos, mas ser uma programação complementar, até porque a programação que arrancará a 1 de julho terá eventos diários apenas entre domingo e quinta-feira, sempre às 21:30.

“Queremos que CLIVEON entre no léxico das pessoas, como a palavra Netflix. O artista que se associar terá uma campanha de divulgação enormíssima. […] Sabemos que isto vai resultar e estamos a apontar para as dezenas de milhares de bilhetes” a vender, disse Miguel Belo à agência Lusa.

A programação do mês de julho, que deverá contar com vinte eventos, será divulgada nas próximas semanas e, em jeito de antestreia da plataforma, está anunciado um concerto da cantora portuguesa Carolina Deslandes a 21 de junho.

Segundo os promotores, a plataforma estará aberta tanto a eventos e artistas portugueses como estrangeiros e um dos curadores da programação será o músico Saul Davies, guitarrista dos James, a viver em Portugal.

Na apresentação da CLIVEON à imprensa – que decorreu na aplicação Zoom – Saul Davies afirmou que a pandemia da COVID-19 é um exemplo decisivo de necessidade de mudanças globais, incluindo na indústria do entretenimento.

“A indústria rock não é sustentável, as coisas têm de mudar. […] Claro que há pessoas que vão querer que as coisas não mudem, mas o nosso papel é mostrar que há alternativas”, disse.

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