"Não imagino vida mais completa: profissionalismo exemplar, amores totais, caráter, verticalidade e alguns inimigos de estimação pelas razões certas. Se fosse uma peça, a vida do Camilo de Oliveira estaria ao nível do melhor Arthur Miller. Um beijo muito especial para o seu anjo da guarda Paula Marcelo", escreveu Herman José na sua página no Facebook.

A cantora e atriz Simone de Oliveira recordou o comediante Camilo de Oliveira como um homem bom, com um temperamento por vezes “nada fácil”, mas muito amado por todos. “Trabalhei muito com ele, o Camilo foi o ator que foi, todos sabemos, viveu uma vida boa e longa”, disse Simone de Oliveira à agência Lusa.

Simone afirmou que Camilo de Oliveira não era “um colega fácil”, recordando que tiveram muitas discussões, mas que “tudo passou”. “Era um homem muito amado por todos, se existe algum lugar lá em cima, espero que esteja num lugar bom”, declarou a artista.

Também Luís Aleluia, amigo e colega de Camilo de Oliveira, recordou o ator nas redes sociais. "Os Homens vêm e vão, dos mais importantes ficam as marcas. Abraço Senhor Camilo de Oliveira", escreveu o ator.

Nuno Santos, antigo Director de Informação da RTP e que trabalhou com Camilo de Oliveira na SIC, recorda o ator como um "Homem sem idade". "Verdadeiramente não sei que idade tinha. Nem eu, nem ninguém. Não acreditem na história dos 91 anos. Podiam ser 100. O Camilo era um Homem sem idade, um Homem de muitas vidas, muito mais do que 7, do teatro à televisão. E um homem de paixões assolapadas e amores profundos. Um grande actor cómico, uma personalidade marcante, uma pessoa especial", sublinhou Nuno Santos na sua página no Facebook.

O ator Camilo de Oliveira era "um carimbo de garantia de que as pessoas se iam divertir, rir a bom rir, gargalhar", afirmou o ator Vítor de Sousa, recordando uma vida dedicada ao teatro e à comédia. "Muitas pessoas saíam de casa sem saber o nome da peça ou da revista em que ele participava, mas como era com o Camilo de Oliveira era para divertir e isso acontece com poucas pessoas. Era um carimbo de garantia de que as pessoas se iam divertir, rir a bom rir, gargalhar e tinham no Camilo essa garantia", declarou Vítor de Sousa, reagindo à morte do ator Camilo de Oliveira.

Em declarações à Lusa, o ator Vítor de Sousa considerou "triste ver partir um excelente profissional, exigente, com um feitio às vezes um pouquinho difícil, a quem se deve uma vida recheada de trabalho". "A quem devemos uma grande ovação e um grande agradecimento pela dedicação ao teatro e às pessoas que gostavem dele", declarou.

Vítor de Sousa recorda-se especialmente de ter trabalhado com Camilo de Oliveira no Sabadabadu foi um programa da RTP, que foi para o ar em 1981. "Foi uma experiência maravilhosa, o programa teve na altura imensa audiência e foi um trabalho excelente. Recordo-me especialmente do Camilo a fazer o tão divertido padre Pimentinha, de que eu era sacristão", recordou.

Nuno Mark usou a sua página no Facebook para lembrar o ator. "Que descanse em paz o vizinho paredense Camilo de Oliveira (1924-2016), cujo Agostinho, ao lado da Agostinha Ivone Silva, criou um mantra definitivo para a vida portuguesa: "Isto é que vai uma crise". Era um dos clássicos, vindo dos tempos distantes em que a Revista era uma arma e o humor popular era sumarento e acutilante", escreveu o humorista.

Daniel Oliveira, apresentador de "Alta Definição" (SIC), recordou nas redes sociais a entrevista ao ator. "Um dia, alguém do público levantou-se e disse: Camilo de Oliveira nunca devias morrer", escreveu no Facebook.

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