O “concerto em memória das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra”, realiza-se no sábado às 21:00, pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos, que interpreta o Requiem, de Gabriel Fauré (1845-1924), anunciou em comunicado o TNSC.

Também no sábado, às 21:00, em Lisboa, no âmbito do Festival Ao Largo, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob direção da sua maestrina titular, Joana Carneiro, “dedica o concerto às populações dos três concelhos”.

O concerto no Festival Ao Largo conta com a participação do pianista Pedro Costa, vencedor do Concurso de Interpretação do XV Festival do Estoril de 2013, e o programa é composto por peças de Joly Braga Santos (Abertura Sinfónica n.º 3), de Leonard Bernstein (“Symphonic Dances”), e de Maurice Ravel (Concerto para Piano em Sol Maior).

“O Teatro Nacional de São Carlos une-se sentidamente ao país, na sequência da tragédia que se abateu sobre a região de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra e, através dos seus agrupamentos artísticos residentes, presta tributo às vítimas dos incêndios, no próximo sábado“, lê-se no mesmo comunicado.

Referindo-se ao concerto em Pedrógão Grande, “idealizado para os habitantes dos três concelhos“, que conta com o apoio da Diocese de Coimbra, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos interpreta o Requiem, de Gabriel Fauré, sob direção do seu maestro titular, Giovanni Andreoli, sendo solistas a soprano Angélica Neto e o barítono Carlos Pedro Santos. Em piano estará Kodo Yamagishi.

“Pouco tempo depois de ter composto o Requiem em Ré menor, Gabriel Fauré afirmou que a sua obra pretendia expressar, mais do que a experiência dolorosa da morte, a aspiração à felicidade transcendente e superior“, afirma o TNSC, referindo que, "do princípio ao fim, o Requiem é atravessado pelo sentimento humano pela fé na consolação do eterno repouso“.

Mestre de coro e organista, Fauré "sempre aspirou a uma nova música litúrgica“, e "assim, o seu Requiem é um sentido discurso musical concebido não à dimensão imponente de outros compositores, mas sim reduzido a uma escala mais contida e discreta, em que as subtis variações de dinâmicas, cor e harmonias parecem melhor se adequar ao sentimento da indizível dor por aqueles que partiram“, remata o comunicado do teatro lírico português.

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